quinta-feira, 16 de abril de 2026

A CRISE DE DEUS : AMAR SEM SER AMADO



O livro de Oséias apresenta-nos a intensa rogativa de um gigante espiritual, profundamente consagrado à tarefa de salvar a nação pecadora. Com autêntica solicitude, o pregador busca, repetidamente, conseguir a convicção e o arrependimento do povo a fim de que os escolhidos de Deus se sintam obrigados a voltar ao lar e ali achar o amor, o perdão e a cura. Com fidelidade, Oséias mostra graficamente os aspectos essenciais da verdadeira religião. Carregando nas tintas, lida com o pecado e seus resultados trágicos na vida humana, fala do juízo destrutivo e do inesgotável amor com seus tesouros indizíveis para o homem e para a mulher, trata da verdadeira natureza do arrependimento, da salvação certa que será proporcionada e do pleno perdão de Deus a todos quantos se arrependerem autenticamente com sincera fé. O veemente evangelista conhece seu povo. Sabe que é derramar lágrimas abundantes enquanto sua esposa infiel chafurda cada vez mais no pecado. Conhece a profundidade do amor e a boa vontade de amar sinceramente, de perdoar, de dar as boas-vindas e de restaurar. Tem consciência da sagrada profundidade do amor no coração de Deus. Dia após dia lança seu desafio pessoal, penetrante e poderoso aos recalcitrantes pecadores que devem voltar para Deus. Mediante a pregação deste profeta, Deus convida seu povo errante a regressar. Oferece-lhe misericórdia e perdão, a graça é abundante, a salvação os espera. É assombroso encontrar neste século do Antigo Testamento tanta mensagem do Novo e descobrir o apelo fundamental do verdadeiro evangelista. Todas as notas estão ali. Toda esfera é descoberta. Faz-se todo tipo de apelo. É a forma como Deus se manifesta.

O autor do livro é Oséias, filho de Beeri, de Israel. Profundamente influenciado pelo profeta Amós, tragicamente ferido pela terrível infidelidade de sua esposa Gomer, agudamente cônscio dos terríveis pecados de seu próprio povo, sensível à voz de Deus dirigida a um povo pecador, o profeta roga intensamente enquanto procura fazer que o povo infiel volte para seu Deus. É o evangelista divinamente escolhido para persuadir os pecadores empedernidos a que se voltem para um Deus cheio de amor, que está ansioso por perdoar-lhes e salvá-los. O ministério de Oséias estendeu-se por vários anos depois do ano de 746 a.C.


TEXTO: OSÉIAS 11:1-12
Hoje nós vamos falar de Oséias seu nome significa salvação. As informações sobre Oséias são escassas. Era nortista e o único profeta do reino do norte cujo o escrito sobreviveu até nós. Possivelmente tenha sido um pedreiro baseado na referência do capitulo 7 sobre cozer o pão, e também em referência a agricultura sugere que ele tinha ligação com o solo. Sua humanidade é explicita em todo livro. 

INTRODUÇÃO
O drama de Oséias ilustra o drama de Deus. Oséias casou – se com uma prostituta. Deus escolheu um povo que O trai continuamente. Nesse texto o profeta usa a linguagem de um pai decepcionado com a ingratidão de seu filho.
·         É o povo da promessa ( Gn 3:15;12:1-3 )
·         É o povo do pacto ( sangue – Abel; aliança – Noé; circuncisão – Abraão; lei – Moisés; redenção – Cristo)
·         É o povo da fé ( Hb 11 )

1.    COMO AGE ESSE POVO?
1.1.  Como um menino
·  Como um menino desobediente ( V2 ) que não atende a voz paterna .
·  Como menino ingrato (V3 ) que não reconhece o cuidado paterno.
·  Cheios de vontades e caprichos (V6 ).
·  Como menino obstinado ( V7 )que só faz o que quer.
·  Como menino sonso ( V12 ) que pensa que engana o pai.
1.2.  Age como mula.
·  Mula precisa ser laçada ( Atrai-os com cordas humanas( V4A).
·  Mula que carrega o peso ( 4be fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas).
·  Mula faminta (4C , e me inclinei para lhes dar de comer).
2.    COMO DEUS TRTA DESTE POVO?
2.1.   Com amor que assume a paternidade (1). Deus não tem vergonha de nós chamar de filhos.
2.2.   Com amor perseverante (2,3,7 ). Ele insiste em nos chamar, e nos fazer o bem e em nos mostrar o caminho.
2.3.   Com amor enlaça (4a) com cordas humanas que são laços de amor fraterno que reproduzem.
2.4.   Com amor que alivia (4b). Tira nosso peso, carrega nossas ansiedades cargas da alma e do espírito.
2.5.   Com amor que se inclina para ser bom (4c). Dá-nos  o sustento diário  e alimenta-nos espiritualmente .
2.6.   Com amor escravo de sua fidelidade ( 8ª,9).Deus não deixa de cumprir em nós sus promessas de amor.
2.7.   Com amor apaixonado (8b). Deus revela sua paixão divina.
2.8.   Com amor firme ( 10,11 ). O senhor é soberano. 

3.    QUE DEUS ESPERA DO SEU POVO ?
3.1.   Conversão, pois ao contrário virá a opressão (5)
3.2.   Simplicidade, pois senão virá a desgraça (6)
3.3.   Filiação assumida, pois do contrário serão colocados diante da ira de Deus (9)

CONCLUSÃO
Nós somos este povo, este menino ingrato que não vê o que o pai tem feito e que fazer por ele. Deixemos de ser crianças, e não desprezemos. Quem nos deu todo amor possível. Deus não merece esta crise, Ele nos ama, e o mínimo que podemos fazer é aceitar este amor  e amá-LO na nossa insuficiência humana mas com coração sincero e consagrado a Ele.
COM LAÇOS FRATERNOS DE AMOR Cris


quarta-feira, 15 de abril de 2026

CRISE DE DIREÇÃO







SALMO 23.3 
restaura-me o vigor. Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.

Penso que um dos momentos mais estressantes da vida é aquele em que temos de tomar decisões. Os momentos de indecisão geram angústia e ansie­dade, isto porque queremos ser bem sucedidos em nossas escolhas. São tantas as situações, em que às vezes nos encontramos, nas quais desejamos saber qual é a vontade de Deus para nós. Com quem casar? Que profissões devem seguir? Devo vender aquela casa? Devemos ter mais um filho? Será que devo aceitar esta proposta de emprego? Sem querer antecipar respostas, pode­mos dizer que toda vida de verdadeiro êxito tem de ser planejada por Deus. "Por mais cuidadosamente que elabo­remos o nosso próprio padrão, por mais sinceros e consagrados que sejamos, certamente faremos a escolha errada se não tivermos a orientação divina". Deus vê o futuro que não conseguimos ver. Ele vê os abismos, e por isto mesmo pode seguramente nos orientar e guardar de tropeços.

Vejamos quais são os métodos que Deus usa pra nos ajudar a tomar deci­sões acertadas na vida. Antes é neces­sário que se diga que a ordem desses passos é importante.
1.    DEUS NOS ORIENTA PELAS SAGRADAS ESCRITURAS
A Bíblia é um dos métodos que Deus usa para nos dirigir dentro de sua vonta­de. No texto de 2 Tm 3.14-17 Paulo nos ensina quatro verdades sobre a Bíblia;
1.1. Ela nos foi dada para
nosso aprendizado
Vemos nas Escrituras, orientações de como devemos agir, como por exemplo: no namoro, como ganhar dinheiro, rela­cionamento marido-mulher, amizades etc.
1.2. Ela nos foi dada para nossa repreensão
A ideia é que Deus nos "força a voltar para Ele".

1.3. Ela nos foi dada para nossa correção
1.4. Ela nos foi dada para a nossa educação em justiça
Nenhum desses benefícios alcança­remos se não lermos a Bíblia. Quando a lemos vamos tomando conhecimento daquilo que Deus quer fazer em nós (Salmo 119.35,105). 

2.    ESTEJA DISPOSTO A OBEDECER A DEUS (Rm 12: 1-2)
Em outras palavras, mantenha-se dentro dos limites da vontade já revelada de Deus.
Há muitas orientações seguras nas Escrituras. É verdade que na Bíblia não se diz se alguém deve se casar com a morena ou com a loirinha, mas há infor­mações com quem não devo casar (2 Co 6.14,15). Não existe nada sobre se devo aceitar este ou aquele emprego, mas tenho diretrizes de como ganhar dinheiro, e preciso obedecer a estes princípios já revelados.
Precisamos estar submissos à von­tade de Deus já conhecida e revelada (Rm 12.1-2). Quando nos submetemos a Deus, conhecemos sua vontade (SI 37.4).
3.    CONSELHOS COM PESSOAS TEMENTES A DEUS (Pv 12.15; 15.22; 19.20) BUSQUE
Quem toma decisões sozinhas é tolo.
É preciso ser humilde para consultar ou­tros. Mas é preciso dizer que estes con­selheiros precisam ser fiéis, pois quem busca conselheiros de sua conveniência está enganando a si mesmo.
O erro de Roboão foi ouvir conselhos de gente errada (1 Reis 12).

4. PEÇA SABEDORIA A DEUS
Sabedoria é a capacidade de fazer uso do conhecimento; combinar discer­nimento com conhecimento. Sabedoria é mais que conhecimento, é como eu aplico o conhecimento adquirido. Paulo em C11.9 ora da seguinte maneira: "Que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e en­tendimento espiritual" (grifo da citação). A oração é o caminho para se conseguir esta sabedoria (Tiago 1 .5). "Se, porém, alguém de vós necessita de sabedoria peça-a a Deus ... " Não ter uma vida de oração, é tentar caminhar no escuro; não vejo os buracos e acabo caindo neles.
5.    DESCANSE NA SOBERANA PROVIDÊNCIA DE DEUS (Pv 16.1)
Nada acontece ao cristão por acaso.
Com Deus nunca há acidentes, pois com ele tudo acontece por desígnio. Na vida temos que aprender a espe­rar e obedecer. Os métodos de Deus geralmente parecem inexplicáveis, se não irracionais, porque ocasionalmente eles nos colocam em situações às quais pensamos não pertencer ou em que não desejamos estar. Se Deus age assim, ele tem motivo para isso. O propósito talvez não seja aparente de imediato, mas ele cooperará no final para o nosso bem (Rm 8.28).
Às vezes não importa o quanto nos esforcemos, as coisas não saem como planejamos (Tg 4: 13-17; At 18:21; 16:7; Rm 1 : 10). Temos que descansar na pro­vidência divina.
A boa notícia da providência é que Deus está cuidando de nós (1 Pe 5.7). Deus nunca permite que pessoas que buscam agradá-lo, que são tementes, oram, buscam conselhos, leem a Bíblia,
venham a ser quebradas pelas decisões erradas na vida.
Creia que Deus tem um plano para nossa vida e cada circunstância de nossa caminhada, contribui para este plano que Deus tem para nós. Deus tem o melhor. 

6.    USE SUA CAPACIDADE DE AVALIAÇÃO (At 15.22)
Deus nos deu um cérebro e espera que o usemos. É preciso apelarmos para o "bom senso", a inteligência. É preciso pensar e não agir por impulsos; é necessário avaliar as consequências, e estudar os casos precedentes. Será que faz sentido esta decisão? Qual a melhor coisa a fazer neste momento? Que con­sequência isto trará? Tem lógica o que pretendo fazer?
A razão, a lógica, está no final da fila como um instrumento de auxílio para a tomada de decisões. Entretanto, uma vez que sou sensível à direção de Deus, usarei minha razão com bom senso.
Um exemplo de uso desta capacida­de de avaliação é uma pessoa que está em dúvida se sai ou não do emprego atual. Ela poderá decidir sair ou não, se tiver outra proposta, caso contrário, terá muitas dores.
Estudamos que Deus nos orienta pelo uso correto da Bíblia, pela nossa disposição em obedecê-lo, pelo conse­lho de pessoas fiéis, pela oração, por sabedoria, pela sua divina providência e pelo uso do bom senso. É possível fazer tudo isto e mesmo assim ainda ter algum grau de dúvida sobre a direção que Deus quer dar. Neste caso, podemos estar certos de que não importa quais sejam as decisões que tomaremos, Deus estará cuidando de nós.
PARA REFLETIR
·        Você tem se preocupado em buscar a orientação de Deus?
·        Você já sofreu por alguma decisão errada?
·        Você acredita na sorte ou na obra do destino? Pv 16.33

SOLTE A ÂNCORA



Ninguém dá aquilo que não recebe. Sabemos que recebemos perdão, mas não entendemos de fato a profundidade da misericórdia de Deus o que dificulta o ato de perdoar outras pessoas. Se eu conseguir entender um pouco como CRISTO me perdoou, será muito mais fácil perdoar outros que feriram.Quando pedimos nem abraçamos o perdão que tão livremente nos é dado, começamos a afundar. Pense nisso – nossos erros pecados fracassados do passados – como uma grande âncora que nos puxa para baixo. Algumas pessoas estão de tal modo acostumado a arrasta essas âncora de culpa atrás de si que dificilmente se lembram que ela existe. Todavia seus efeitos são devastadores – ansiedade, depressão, insônia, hipertensão e úlceras. A culpa pode envenenar todas as áreas de sua vida. A boa noticia é que por causa do presente de Deus, eu e você não tem de arrastar por ai a âncora da culpa que o leva para baixo “de novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar” ( Miqueias 7:19 ). Quando você leva sua âncora de culpa a Deus, ele a remove de você e a lança no mais, profundo oceano de perdão.
Enquanto não sentir a plenitude da graça e do perdão de Deus, você nunca será capaz de perdoar plenamente os outros. Nunca está em paz nem perceberá o que ele tem para você e para sua vida. Nunca sentirá as bênçãos que ele deseja derramar sobre você. Perdoar não é fingir que de fato você foi magoado, não é suavizar a ofensa. Perdoar não é uma experiência rasa; significa mergulhar fundo na honestidade e verdadeiramente dizer: “o que você me magoou profundamente, mas escolhi perdoá-lo pelo o poder de Deus”
Perdoar é como nadar em um oceano muito profundo,como jamais poderíamos imaginar. Significa sentir uma onda de amor que leva nossos pecados, nossa culpa e nossa amargura.
VOCÊ GOSTARIA DE SER LEVADO PARA ALÉM DAS ÁGUAS RASAS, NA DIREÇÃO DO PROFUNDO OCEANO PURIFICADOR DO PERDÃO.

terça-feira, 17 de março de 2026

Ansiedade, uma ameaça à nossa vida




1. Você é uma pessoa ansiosa? A ansiedade tem tomado conta da sua vida nos últimos dias? Você é daquilo tipo de gente, que vive roendo as unhas? Antecipando os problemas? Os problemas ainda estão longe e você pensa que eles estão batendo à sua porta? Sofrendo antes dos problemas e até criando problemas? Você sofre pensando no que vai comer, no que vai vestir? Onde vai morar? Onde vai trabalhar? Onde seu filho vai estudar? Como vai ser sua aposentadoria? E se você ficar doente? E se alguém da sua família morrer?
2. A ansiedade é o mal deste século. Atinge a homens e mulheres, jovens e velhos, doutores e analfabetos, religiosos e ateus. As pessoas andam com os nervos à flor da pele. São como um vulcão prestes e entrar em erupção. São como um barril de pólvora prontas para explodir.
3. Há várias causas de ansiedade:
a. Ameaça – Tem muita gente ansiosa pela ameaça de uma doença. Ficam ansiosas só em pensar em ficar doentes. Outras têm medo de morrer. Ficam perturbadas só em pensar em morrer. Um amigo meu chorava muito e eu lhe perguntei: Por que você está chorando? Eu tenho medo de perder minha mãe? Ela está doente? Não, mas eu choro só em pensar que um dia ela vai morrer. Outras sentem-se ameaçadas pelo medo da solidão. Outras sentem-se inseguras de perder o emprego.
b. Medo – O medo é mais do que um sentimento, é um espírito (2 Tm 1:7). Medo de não casar, medo casar e medo de divorciar; medo da vida e medo da morte; medo da solidão e medo da multidão; medo do hoje e medo do amanhã; medo do conhecido e medo do desconhecido.
4. Há vários efeitos da ansiedade:
a. Reações Físicas – Mais de 50% das doenças são psicossomáticas. As pessoas estão buscando uma paz química. Vivemos o hoje o império do calmantes. As pessoas dormem um sono artificial. A Bíblia diz que “o ânimo sereno é a vida do corpo” (Pv 14:30).
b. Reações Espirituais – A ansiedade nos afasta de Deus. Onde começa a ansiedade termina a fé. A ansiedade é o útero onde é gestada a incredulidade.
I. O QUE NÃO É ANSIEDADE?
1. Não é desprezar as necessidades do corpo – Jesus nos ensinou a orar: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”. Mas, o mundo está adotando um conceito reducionista, degrando o homem ao nível dos animais. Parece que o bem estar físico é o único objetivo da vida.
2. Não é proibir a previdência quanto ao futuro – A Bíblia aprova o trabalho previdente da formiga. Também os passarinhos fazem provisão para o futuro, construíndo ninhos e alimetando os filhotes. Muitos migram para climas mais quentes antes do inverno. O que Jesus proíbe não é a previdência, mas a preocupação ansiosa. O apóstolo Paulo aconselha: “Não andeis ansiosos de coisa alguma…” (Fp 4:6-7). O apóstolo Pedro exorta: “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5:7).
3. Não é estar isento de ganhar a própria vida – Não podemos esperar o sustento de Deus assentados, de braços cruzados, dizendo preguiçosamente MEU PAI CELESTE PROVERÁ. Temos de trabalhar. Cristo usou o exemplo das aves e das plantas: ambos trabalham. Os pássaros buscam o alimento que Deus proveu na natureza. As plantas extraem do solo e do sol o seu sustento.
4. Não é estar isento de dificuldades – Estar livre de ansiedade e estar livre de dificuldades não é a mesma coisa. Embora Deus vista a erva do campo, não impede que ela seja cortada e queimada. Embora Deus nos alimente, ele não nos isenta de aflições e apertos, inclusive financeiros.
II. O QUE É ANSIEDADE?
1. A ansiedade é destrutiva –
A palavra ansiedade (v. 22) significa RASGAR. A palavra inquietação (v. 29) signica CONSTANTE SUSPENSE. Essas duas palavras eram usadas para descrever um navio surrado pelos ventos fortes e pelas ondas encapeladas de uma tempestade. A palavra ansiedade vem de uma velha palavra anglo-saxônica que significa ESTRANGULAR. Ela puxa em direção oposta. Gera uma esquizofrenia existencial. Corrie Ten Boon disse que a ansiedade não esvazia o amanhã do seu sofrimento, ela esvazia o hoje do seu poder.
Ansiedade é ser crucificado entre dois ladrões: 1) O ladrão do remorço em relação ao passado e 2) O ladrão da preocupação em relação ao futuro – O apóstolo Paulo venceu esses dois ladrões da alegria: “Esquecendo-me das coisa que para trás ficaram….Não andeis ansiosos de coisa alguma…”.
2. A ansiedade é enganadora –
A ansidade tem o poder de criar um problema que não existe – Muitas vezes sofremos não por um problema real, mas um problema fictício, gerado pela nossa própria mente perturbada. Os discípulos olharam para Jesus andando sobre as águas, vindo para socorrê-los e cheios de medo pensaram que ele era um fantasma.
A ansiedade tem o poder de aumentar os problemas e diminuir nossa capacidade de resolvê-los – Uma pessoa ansiosa olha para uma casa de cupim e pensa que está diante de uma montanha intransponível. As pessoas ansiosos são como os espias de Israel, só enxergam gigantes de dificuldades à sua frente e vêem a si mesmos como gafanhotos. Davi e os soldados de Saul. Todos vêem o gigante, Davi olha a vitória. Geazi olhou os inimigos e ficou com medo, Eliseu olhou com outros olhos.
A ansiedade tem o poder de tirar os nossos olhos de Deus e colocá-los nas circunstâncias – A ansiedade é um ato de incredulidade, de falta de confiança em Deus. Onde começa a ansiedade termina a fé.
A ansiedade tem o poder de tirar os nossos olhos da eternidade e colocá-los apenas nas coisas temporais – Uma pessoa ansiosa restringe a vida apenas ao corpo e às necessidades físicas. Jesus disse que aqueles que fazem provisão apenas para o corpo e não para a alma são loucos. John Rockefeller disse que o homem mais pobre é aquele que só tem dinheiro.
3. A ansiedade é inútil – v. 25
Côvado aqui não se refere a estatura (45 cm), mas prolongar a vida, dilatar a vida. A preocupação, segundo Jesus, ao invés de alongar a vida, pode muito bem encurtá-la. A ansiedade nos mata pouco a pouco. Ela rouba nossas forças, mata nossos sonhos, mina a nossa saúde, enfraquece a nossa fé, tira a nossa confiança em Deus e nos empurra para uma vida menos do que cristã.
Os hospitais e as sepultas estão cheios de pessoas ansiosas. A ansiedade mata! O sentido da palavra ansiedade é estrangular, é puxar em direções opostas. Quando estamos ansiosos teimamos em tomar as rédeas da nossa vida e tirá-las das mãos de Deus.
A ansiedade nos leva a perder a alegria do hoje por causa do medo do amanhã. As pessoas se preocupam com exames, emprego, casas, saúde, namoro, empreendimentos, dinheiro, casamento, investimentos… mas os temores e as preocupações muitas vezes jamais acontecerão. A ansiedade é incompatível com o bom senso. É uma perda de tempo. Precisamos viver um dia de cada vez. Devemos planejar o futuro, mas vivermos ansiosos por causa dele.
Preocupar com o amanhã não nos ajuda nem amanhã nem hoje. Se alguma coisa nos rouba as forças hoje, significa que vamos estar mais fracos amanhã. Significa que vamos sofrer desnecessariamente se o problema não chegar a acontecer e vamos sofrer duplamente se ele chegar.
4. A ansiedade é cega – v. 23
A ansiedade é uma falsa visão da vida, de si mesmo e de Deus. A ansiedade nos leva a crer que a vida é feita só daquilo que comemos e vestimos. Nós ficamos tão preocupados com os meios que nos esquecemos do fim da vida, que é glorificar a Deus.
A ansiedade não nos deixa ver a obra da providência de Deus na criação. Deus alimenta as aves do céu. Os corvos não semeiam, não colhem, não têm despensa (provisão para uma semana) nem celeiro (provisão para um ano).
Vejamos alguns dos argumentos de Jesus contra a ansiedade:
Do maior para o menor. Se Deus nos deu um corpo com vida e se o nosso corpo é mais do que o alimenta e as vestes, ele nos dará alimentos e vestes – v. 22-23 – Deus é o responsável pela nossa vida e pelo nosso corpo. Se Deus cuida do maior (nosso corpo), não podemos confiar nele para cuidar do menor (nosso alimento e nossas vestes?)
Do menor para o maior. As aves e as flores como exemplo – v. 24,27 – Martinho Lutero disse que Jesus está fazendo das aves nossos professores e mestres. O mais frágil pardal se transforma em teólogo e pregador para o mais sábio dos homens, dizendo: Eu prefiro estar na cozinha do Senhor. Ele fez todas as coisas. Ele sabe das minhas necessidades e me sustenta. Os lírios se vestem com maior glória que Salomão. Valemos mais que as aves e os lírios. Se Deus alimenta as aves e veste os lírios do campo, não cuidará ele de seus filhos? O problema não é o pequeno poder de Deus; o problema é a nossa pequena fé (v. 28).
5. A ansiedade é incrédula – v. 30
A ansiedade nos torna menos do que cristãos. Ela é incompatível com a fé cristã. Ela nos assemelha aos pagãos. A ansiedade não é cristã. Ela é gerada no ventre da incredulidade, ela é pecado.
Quando ficamos ansiosos com respeito ao que comer, ao que vestir e coisas semelhantes nós estamos vivendo num nível inferior aos dos animais e das plantas. Toda a natureza depende de Deus e Deus jamais falha. Somente os homens quando julgam depender do dinheiro se preocupam e o dinheiro sempre falha.
Como nós podemos encorajar as pessoas a colocarem a sua confiança em Deus com respeito ao céu, se nós não confiamos em Deus nem em relação às coisas da terra. Um crente ansioso é uma contradição. A ansiedade é o oposto da fé. É uma incoerência pregar a fé e viver a ansiedade.
Peter Marshall diz que as úlceras não deveriam se tornar o emblema da nossa fé. Mas geralmente, elas se tornam!
A ansiedade nos leva a perder o testemunho cristão. Jesus está dizendo que a ansiedade é característica dos gentios e dos pagãos, daqueles que não conhecem a Deus. Mas um filho de Deus, tem convicção do amor de Deus e do cuidado de Deus (Rm 8:31-32).
IV. COMO VENCER A ANSIEDADE
1. Saber que Deus é nosso Pai e ele conhece todas as nossas necessidades – v. 30
Vencemos a ansiedade quando confiamos em Deus (v. 28). A fé é o antídoto para a ansiedade. Deus nos conhece. Ele nos ama. Ele é o nosso Pai. Ele sabe do que temos necessidade. Se pedirmos um pão, ele não nos dará uma pedra; se pedirmos um peixe, ele não nos dará uma cobra. Nele vivemos e nele existimos. Ele é o Deus que nos criou. Ele é o Deus que nos mantém a vida. Ele nos protege, nos livra, nos guarda, nos sustenta.
O apóstolo nos ensinou a vencer a ansiedade orando a Deus (Fp 4:6-7). A ansiedade é um pensamento errado e um sentimento errado. Quando olhamos para a vida na perspectiva de Deus, a nossa mente é guardada pela paz de Deus. Quando alimentamos nossos sentimentos com a verdade de que Deus conhece as nossas necessidades e as supre, então a paz de Deus guarda o nosso coração.
A paz é uma sentinela que guarda a cidadela da nossa alma.
Saiba que o nosso Deus é o Jeová Roí, Jeová Jirá, Jeová Shalom, Jeová Shamá, Jeová Rafá, Jeová Nissi. Ele cuida de nós. Exemplo: George Muller e o orfanato sustentado pela fé.
2. Saber que Deus já se agradou em nos dar o seu Reino – v. 32
Devemos saber que Deus já nos deu coisas mais importantes do que bens materiais. Deus já nos deu tudo. Ele nos deu o seu Filho. Deu-nos a salvação. Deu-nos o seu Reino. Nós somos ovelhas do seu rebanho, filhos da sua família, servos do seu Reino. Se ele já nos deu o maior, não nos daria o menor. “Aquele que não poupou ao seu próprio Filho, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Rm 8:32).
Deus nos amou com amor eterno. Ele nos enviou seu Filho unigênito. Ele provou o seu amor por nós quando enviou o seu Filho para morrer em nosso lugar, para nos dar o Reino.
3. Saber que quando cuidamos das coisas de Deus, ele cuida das nossas necessidades – v. 31
Aqui temos uma ordem e uma promessa. A ordem é buscar o governo de Deus, a vontade de Deus, o reinado de Deus em nossos corações em primeiro lugar. Deus e não nós, deve ocupar o topo da nossa agenda. Os interesses de Deus e não os nossos devem ocupar a mente e o nosso coração. Somos desafios a buscar o governo e o domínio de Cristo em todas as áreas da nossa vida: casamento, lar, família, vida profissional, lazer.
A promessa é que quando cuidamos das coisas de Deus, ele cuida das nossas necessidades. “Todas as essas coisas vos serão acrescentadas”. Ele faz hora extra em favor dos seus filhos. Ele trabalha em favor daqueles que nele confiam.
4. Saber que devemos mudar o rumo dos nossos investimentos – v. 33-34
O nosso problema não é a busca do prazer, mas o contentamento com um prazer muito pequeno. Deus deve ser o nosso maior prazer. Nada menos do que Deus e seu Reino devem ocupar a nossa mente e o nosso coração. O nosso problema não é fazer investimentos, mas fazer investimentos errados. Somos desafiados a buscar uma riqueza que não perece. A ajuntar tesouros não na terra. A colocarmos nosso dinheiro, nossos bens, nossa vida a serviço de Deus e do seu Reino, em vez de vivermos ansiosos ajuntando tesouros para nós mesmos.
No Reino de Deus você tem o que você dá e perde o que você retém. No Reino de Deus há ricos pobres e pobres ricos. A grande questão é onde está o nosso tesouro. Se ele estiver nas coisas, então iremos fazer um investimento errado e vivermos ansiosos. Mas o nosso tesouro estiver no céu, no Reino de Deus, então, buscaremos esse Reino em primeiro lugar e viveremos livres de ansiedade para nos alegrarmos em Deus e deleitarmo-nos nele para sempre.