sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Quem nunca se sentiu assim?





Temos tantos sonhos, tantos projetos e tanta vontade de crescer, mas, às vezes, isso acaba não acontecendo porque sentimentos como dúvida, desânimo e angústia funcionam como uma espessa massa de cimento fresco, que fixa e finca os nossos pés para não nos deixar prosseguir.

Quem nunca se sentiu assim? Ou quem jamais pensou em realizar várias coisas ao mesmo tempo e acabou se confundindo com o que realmente era importante, até que bateu a insegurança e a desistência? Isso acontece muito, principalmente quando não conseguimos nos sentir seguros e confiantes.

Abaixo estão algumas armadilhas que tentam nos parar, mas que também podem nos servir de alerta para não mais cairmos nelas. São situações comuns que instigaram até mesmo os grandes Heróis da Fé.

Dúvida

- Como cristãos, sabemos que a dúvida nos impede de realizar sonhos porque a fé, que é a ferramenta que nos move para isso, fica neutralizada.

- A dúvida é uma arma muito bem usada pelo mal para tentar nos frear, porque uma vez implantada em nossos corações, consegue nos deixar estagnados e sem forças para avançar. E o perigo é que quando não conseguimos definir o que queremos (nos diversos aspectos de nossas vidas), vemos o tempo passar e as oportunidades escaparem de nossas mãos.

Desânimo

- Quantas vezes não nos sentimos desanimados diante das diversas situações que ocorrem diariamente em nossas vidas? São acusações, ameaças, decepções, tristezas, malícias e tantas outras razões que nos motivam a desanimar, que muitas vezes a vontade que bate é de jogar tudo para o ar, como se essa fosse uma boa solução para os problemas. Mas o desânimo também é outra estratégia utilizada para tentar esfriar a nossa fé, a ponto de fazer nos sentirmos inúteis. Então, não conseguimos mais ter vontade de agradar a Deus; nosso respeito e temor vai se perdendo aos poucos, até que aquela leve tristeza, que não nos preocupamos em repreender, aumenta tanto que fica difícil se livrar dela. No entanto, o Senhor Jesus diz aos que se sentem desanimados:

“No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16: 33)

Derrota

- Geralmente quando estamos desanimados, nos sentimos fracassados também. Nada está como deveria, e parece que aquilo que fazemos de melhor já não está tão bom assim. Esta sensação é ruim, porque nos distancia da realização dos nossos sonhos. É como se estivéssemos nadando em um grande mar, mas que a cada braçada, nos deixasse mais longe da praia. Porém, sabendo que todos nós somos falhos e fracos, o Senhor nos consola, dizendo:

“O Senhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz; se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão” (Salmos 37:23-24)

Demora

- Depois que caímos nas armadilhas acima, este item concretiza o nosso retrocesso. Afinal, quem consegue realizar seus sonhos, colocar em prática algum plano ou trazer à tona seus projetos, após ter a mente contaminada pela dúvida, estar desanimado e sentindo-se um derrotado? Talvez, quase ninguém. Então, de tanto protelar e deixar para mais tarde aquilo que poderíamos fazer agora, nossos desejos são adiados até o dia em que olhamos para trás e vemos quanto tempo perdemos para realizá-los.

Mas, o que fazer para se proteger disto?

- Se procurarmos buscar a presença de Deus e atender ao que Ele diz, obedecendo-O, a nossa fé ficará cada vez mais forte e as dúvidas perderão de vez o seu espaço (Leia Filipenses 4:13);


- Se mantivermos nossa fé fortalecida e tivermos ânimo para crescer, daremos menos atenção aos sentimentos negativos e passaremos a focar mais naquilo que realmente importa (Leia Josué 1:9);

 - Além disso, manter a esperança é muito importante. É ela quem nos faz perseverar, mesmo quando tudo parece estar dando errado. Se não conseguimos conquistar na primeira tentativa, ainda surgirão outras oportunidades para a realização dos nossos sonhos. O fundamental é superar os obstáculos e nunca desistir (Leia Romanos 5:3-4)

Missões começam em casa



John Stott, erudito expositor bíblico, disse que antes de Jesus enviar a igreja ao mundo, enviou o Espírito Santo para a igreja. A obra do Espírito e o testemunho da igreja são inseparáveis. O Espírito Santo capacitou a igreja para ser testemunha tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia, Samaria e até aos confins da terra. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Atos 1.8 é a plataforma missionária de Jesus. É a agenda missionária da igreja. Daremos, aqui, um enfoque à obra missionária em Jerusalém, em nossa cidade, a partir da nossa própria casa. Para melhor compreensão do assunto em tela, daremos destaque a alguns pontos:
Em primeiro lugar,a capacitação precede à ação missionária. O recebimento de poder precede o testemunho. Testemunhar sem o poder do Espírito Santo é como tentar cortar lenha com o cabo do machado. Em vão é o esforço humano sem o revestimento do Espírito. A igreja não foi autorizada a começar o seu esforço missionário senão depois do revestimento de poder vindo do alto. Hoje, temos muito esforço e pouco resultado. Muito trabalho e poucos frutos. Muitas palavras e pouca manifestação de poder. Pregamos aos ouvidos, mas não pregamos aos olhos. Os homens escutam de nós belos discursos, mas não veem em nós demonstração de poder. Preciso concordar com Charles H. Spurgeon, quando disse que é mais fácil um leão tornar-se vegetariano, do que uma vida sequer ser salva sem a obra do Espírito Santo. Dependemos do Espírito Santo, precisamos do Espírito Santo, carecemos da capacitação do Espírito Santo.
Em segundo lugar,O Espírito Santo é quem nos capacita para a obra missionária. A promessa de Jesus é que os discípulos seriam revestidos com o poder do alto, o poder do Espírito, para testemunhar desde Jerusalém até aos confins da terra. Nenhuma outra preparação por mais refinada, substitui a capacitação do Espírito Santo. Nenhum cabedal teológico, nenhuma erudição humana, nenhuma eloquência angelical poderia capacitar a igreja a testemunhar o evangelho com eficácia. Só o Espírito Santo pode iluminar a mente e aquecer o coração. Só o Espírito Santo pode capacitar o mensageiro, aplicar eficazmente a mensagem e abrir o coração dos ouvintes, dando-lhes uma nova vida.
Em terceiro lugar,a igreja é o método de Deus para alcançar o mundo. Jesus não comissionou o governo para a proclamação do evangelho nem mesmo delegou essa sublime tarefa aos anjos. A igreja é o método de Deus. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Se nós nos calarmos seremos culpados de uma omissão criminosa. Somos atalaias de Deus. Se o ímpio morrer em sua impiedade sem avisarmos a ele, Deus cobrará de nós o seu sangue. Somos embaixadores em nome de Cristo. Devemos rogar aos homens que se reconciliem com Deus.
Em quarto lugar, o testemunho do evangelho começa em casa. A obra missionária deve ser feita aqui, ali e além fronteiras ao mesmo tempo. Porém, o ponto de partida é a nossa Jerusalém, onde estamos estabelecidos. Não teremos autoridade para pregar para os de fora se não estamos testemunhando para os de dentro. Não podemos começar com os confins da terra se a nossa própria Jerusalém ainda não foi impactada com o poder do evangelho. Não podemos pregar aos estranhos se primeiro não fizemos conhecido o evangelho em nossa própria família. Quando Jesus libertou e salvou o endemoninhado gadareno, não permitiu que ele o acompanhasse para um trabalho itinerante, mas enviou-o de volta aos seus. Nossa família, nossa parentela, nossa cidade devem ser os primeiros redutos a serem atingidos pelo evangelho.
Fotos: Internet
:: Hernandes Dias Lopes

7 dicas de como fazer ótimas devocionais e crescer espiritualmente


Antes de dar minhas dicas, gostaria de apenas relembrar o que significa devocional. Devocional é aquele momento que você separa em seu dia para manter um relacionamento mais próximo de Deus. Normalmente, nesse momento, se medita na Bíblia, se ora, se louva, etc. São momentos muito importantes para o crescimento espiritual do crente. Sabido isso, agora quero compartilhar algumas dicas para que esse momento seja produtivo, especial e sustentável em sua vida.

1- Comece observando o seu tempo
Para se ter bons momentos devocionais você precisará de tempo. Quanto tempo você dispõe e em que período do dia? Avalie sua rotina e defina esse tempo que irá dedicar a Deus. Um exemplo: Consigo dedicar 30 minutos diários, das 6h às 6h30 da manhã. Não comece com longos períodos para não desanimar. Comece pequeno e vá crescendo aos poucos.

2- Qual é o seu melhor momento do dia?
Avalie a você mesmo e perceba em que momento do dia você é mais bem disposto para as suas devocionais. Tem pessoas que acordam, mas demoram a estarem bem ativas e atentas, o que faz do período da manhã um péssimo momento para fazer as devocionais. Observe-se. Qual é o seu melhor momento? Coloque a sua devocional nesse seu melhor período do dia. Isso te fará ficar mais animado e aproveitar mais o momento.


3- Qual é o seu melhor lugar?
Escolha um bom local onde possa ficar em paz e em silêncio para seu encontro com Deus. Se necessário, peça aos seus familiares que respeitem esse seu tempo e não te interrompam. Alguns acham o quarto um ótimo lugar, outros um escritório. Outros gostam do ar livre. Fique à vontade. A única regra é que esse lugar favoreça o seu encontro com Deus.


4- Trace um plano
Organize seu momento com Deus. Divida seu tempo entre a leitura e meditação da palavra, oração, louvor... Um exemplo: 15 minutos de leitura da Bíblia + 5 minutos de meditação e anotações sobre o texto + 10 minutos de oração. Outra dica legal é usar um plano de leitura bíblica para te guiar no objetivo de conhecer mais a palavra de Deus.

5- Anotações sempre!
Compre um caderno para anotar o que Deus falou com você, os textos que mais gostou, que mais te tocaram, os pedidos de oração, etc.. É muito gostoso anotar algumas orações e ver como Deus trabalha em nossa vida. Esse caderno será uma fonte de consulta sobre sua vida espiritual. Se gostar, faça um pequeno diário sobre o seu dia e a forma como Deus interagiu com você e você com Ele. Não confie em sua memória. Anotações estarão sempre ali para consulta.


6- Não desista diante das dificuldadesNão seja ingênuo achando que o inimigo irá gostar dessa sua postura. Contrariedades como distrações, sono, preguiça e outras, irão aparecer. Vença cada um delas e siga em frente. À medida que vai se aprofundando na presença de Deus, você vai ficando mais forte e vence mais fácil as lutas!

7- Não se contente em permanecer no mesmo lugar
Avance em suas práticas devocionais. Amplie seu tempo, ore mais, leia mais, medite mais, pratique mais. Você verá que seus momentos com Deus serão “viciantes”.

E você, tem alguma dica para compartilhar?

Tia Cris

Filipenses 3:14

"Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." Filipenses 3:14

Pensamento: Muitas vezes nós deixamos o inimigo nos desfocar do nosso alvo que é Cristo, por isso, não devemos nos deixar levar pelas tribulações do dia a dia. Vivamos cuidando sempre do que é nosso mas olhando sempre pra Jesus que deve ser o nosso maior foco.

Oração: Pai das luzes, eu Te agradeço pela soberana vocação de poder seguir Jesus Cristo sem olhar para traz, porque ele já pagou os nossos pecados com o Santíssimo sangue, que nada nem ninguém nos desvie desse foco e que a nossa esperança da salvação aumente mais a cada dia. Amém!

Perdido dentro da igreja

Referência: Lucas 15.25-32

INTRODUÇÃO
1. Jesus contou três parábolas sobre a alegria do encontro
a) A ovelha perdida que foi encontrada – O pastor chama a todos para se alegrarem.
b) A moeda perdida que foi encontrada – A mulher chama seus vizinhos para se alegrarem.
c) O filho perdido que voltou para casa – O pai oferece uma festa e se alegra. Nessas três parábolas a única pessoa que não está alegria e feliz é o irmão mais velho do pródigo.
2. No meio dessa festa do encontro, do resgate, da salvação há uma voz que destoa
O filho mais velho está triste, porque o Pai recebeu o filho pródigo com alegria.
O filho mais velho está irado, porque o Pai é misericordioso.
O filho mais velho está do lado de fora, enquanto o filho pródigo está dentro da Casa do Pai.
3. O perigo de se estar na Casa do Pai, dentro da Igreja e ainda estar perdido
Esse filho representou os escribas e fariseus que se consideravam santos e desprezavam os outros.
Esse filho representa aqueles que estão dentro da igreja, obedecendo a leis, cumprindo deveres, sem se enveredar pelos antros do pecado, pelos corredores escuros do mundo e ainda assim, estão perdidos.
Ilustração: O jovem rico – criado na sinagoga, cumpria os mandamentos, mas estava perdido.
I. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS DESOBEDECE OS DOIS PRINCIPAIS MANDAMENTOS
Jesus ensinou que os dois principais mandamentos da lei são amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Esse filho quebrou esses dois mandamentos: ele nem amou Deus, representado pelo Pai e nem o seu irmão.
Ele não perdoou o Pai por haver recebido o filho pródigo, nem perdoou o irmão pelos seus erros.
Há pessoas que estão na igreja, mas não têm amor por Deus nem pelos perdidos. Estão na igreja, mas não amam os irmãos.
II. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ CONFIADO NA SUA PRÓPRIA JUSTIÇA
Ele era veloz para ver o pecado do seu irmão, mas não enxergava os seus próprios pecados. Ele era cáustico para condenar o irmão, enquanto via-se a si mesmo como o padrão da obediência.
Os fariseus definiam pecado em termos de ações exteriores e não atitudes íntimas. Eles eram orgulhosos de si mesmos. Como o profeta Jonas, esse filho mais velho obedecia ao Pai, mas não de coração. Ele trabalhava com intensidade, mas não por amor.
III. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO É LIVRE
Ele não vive como livre, mas como escravo. Sua religião é rígida. Ele obedece por medo ou para receber elogios. Faz as coisas certas com a motivação errada. Sua obediência não provém do coração.
Ele anda como um escravo (v. 29). O verbo é douleo = servir como escravo. Ele nunca entendeu o que é ser filho. Nunca usufruiu nem se deleitou no amor do Pai.
Ser crente para ele é um peso, um fardo, uma obrigação pesada. Ele vive sufocado, gemendo como um escravo.
Está na igreja, mas não tem prazer. Obedece, mas não com alegria. Está na Casa do Pai, mas vive como escravo.

IV. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ COM O CORAÇÃO CHEIO DE AMARGURA
1. Complexo de santidade X Rejeita os marginalizados – v. 29,30
Ele estava escorado orgulhosamente em sua religiosidade, arrotando uma santarronice discriminatória. Só ele presta; o pai e o irmão estão debaixo de suas acusações mais veementes.
Sua mágoa começa a vazar. Para ele quem erra não tem chance de se recuperar. No seu vocabulário não tem a palavra perdão. Na sua religião não existe a oportunidade de restauração.
2. Sente-se injustiçado pelo pai
Acusa o pai de ser injusto com ele, só porque perdoou o irmão. Na religião dele não havia espaço para a misericórdia, perdão e restauração.
Ele se achava mais merecedor que o outro. Sua religião estava fundamentada no mérito pessoal e não na graça. É a religião da lei, do legalismo e não graça nem da fé que opera pelo amor.
3. Ele não perdoa nem restaura o relacionamento com o irmão – v. 30
Ele não se refere ao pródigo como irmão, mas diz: “Esse teu filho”.
A Bíblia diz que “quem não ama a seu irmão até agora está nas trevas”.
Ele desconhece o amor. Ele vive mergulhado no ressentimento. Ele vê seu irmão como um rival.
4. O ódio que ele sente pelo irmão não é menos grave que o pecado de dissolução que o pródigo cometeu fora da igreja – Gl 5.19-21
A bíblia fala sobre três pecados na área da imoralidade e usa nove na área de mágoa, ressentimentos, ira.

A falta de amor é um pecado tão grave como o pecado da vida imoral e dissoluta.
5. O ressentimento o isolou do Pai e do irmão
Quando uma pessoa guarda ressentimento no coração pelo irmão que falhou, perde também a comunhão com o Pai.
Ele se recusa a entrar, fica fora da celebração. Mergulha-se num caudal de amargura.
Ele diz para o Pai: “Esse teu filho”. Mas o Pai o corrige e diz-lhe: “Esse teu irmão” (v. 30,31).
V. VIVE DENTRO DA IGREJA, NA PRESENÇA DO PAI, MAS ANDA COMO SOLITÁRIO – V. 31
Ele anda sem alegria, sem amor, sem prazer. Vive na Casa do Pai, mas sente-se escravo. Está na Casa do Pai, mas não tem comunhão com ele.
Quantos estão na igreja, mas nunca sentem o amor de Deus, a alegria da salvação, o prazer de pertencer a Jesus, a doçura do Espírito Santo. Vivem como órfãos: sozinhos, curtindo uma grande solidão e insatisfação dentro da Casa do Pai.
VI. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO SE SENTE DONO DO QUE É DO PAI – V. 31
1) Ele era rico, mas estava vivendo na miséria. Muitos hoje estão vivendo um cristianismo pobre. Vivem sem alegria, sem banquete, sem festa na alma, trabalhando, servindo, mas sem alegria;
2) Deus tem uma vida abundante – Jo 10.10;
3) Deus tem rios de água viva – Jo 7.38;
4) Deus tem as riquezas insondáveis do evangelho – Ef 3.14
5) Deus tem a suprema grandeza do seu poder – Ef 1.19
6) Deus tem a paz que excede todo o entendimento – Fp 4.7
7) Deus tem alegria indizível e cheia de glória – 1 Pe 1.8
8) Deus tem vida de delícias para a sua alma.

Esse filho não tem nenhum proveito na herança do Pai. Ele nunca fez uma festa. Nunca celebrou com seus amigos. Nem sequer um cabrito, ele comeu. Ele nunca saboreou as riquezas do Pai.
Ele não tem comunhão com o Pai: É como Absalão, está em Jerusalém, mas não pode fazer a face do Rei.
Ele está na igreja por obrigação. Ele não toma posse do que é seu.
Ilustração: o homem que fez um cruzeiro de Navio e levou o seu lanche. Vendo as pessoas comendo os pratos mais deliciosos, guardou dinheiro para comer uma boa refeição no último dia. Só então ficou sabendo que todos aqueles banquetes já estavam incluídos.
CONCLUSÃO
O mesmo Pai que saiu ao encontro do filho pródigo para abraça-lo, sai para conciliar este filho (v. 31).
O remédio para esse filho era o mesmo para o outro: confessar o seu pecado.
Mas ele ficou do lado de fora. Agora perdido dentro da Casa do Pai.
Não fique do lado de fora. Venha e desfrute da festa que Deus preparou!!!
 
 Crédito: Pr. Hernades Dias Lopes.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

A CAIXA DE FERRAMENTA

Bíblia apresenta um principio orientador para aprendemos a nos relacionar bem com as pessoas – lixas e termos um impacto duradouro em nossos relacionamentos. Ufa!!! Não é fácil, mas a doação desse principio pode mudar a dinâmica dos relacionamentos. Se não for para tolerar, mas sim para crescer em nossos realcionamentos-lixa, precisamos ter uma perspectiva do Carpinteiro sobre as pessoas e realizações. Temos de ver as pessoas difíceis em nossas vidas sob uma nova luz.
O primeiro passo nesse processo é identificar de que modo as pessoas nos aborrecem. Embora cada indivíduo seja único e todo relacionamento seja especial, descobri que há alguma maneira gerais de ver os relacionamentos irritantes. O primeiro grupo me lembra uma trena: São aquelas pessoas que dizem sempre que você está aquém do que deveria. É perfeccionistas insaciáveis que se sentem impelidas a estabelecer padrões para todas as pessoas. Não se cansam de medir, mesmo sabendo que os outros nunca chegarão ao ponto que desejam. Em resumo, elas julgam as outras pessoas por seus próprio padrões de retidão.
Outro tipo de pessoa é o martelo. Os martelos costuma ter a sutileza de um trator, impondo seus desejos aos outros e abrindo caminho a força. Em torno das pessoas-martelo, os outro pisam em ovos, porque nunca sabem quando ela vai cair sobre sua cabeça! Geralmente são expansivas e exigentes, ou sutis e MANIPULADORAS, mas são obstinadas a usar forças da própria vontade para conseguir o que desejam.
Depois vêm aqueles que aparecem ter habilidade natural de cortar os outros. São pessoas- serras. Numa discussão, o elas sabem exatamente o que dizer para poder ferir a pessoa com maior intensidade. Suas palavras pode ser sarcásticas ou diretas, mas sempre tem o poder de cortar fundo e deixar os outros sangrando,caído no chão. As serras sempre ganham discussões – não por estarem certas, mas porque cortam o outro no ponto que enfraquece.
Uma pergunta bem básica você tem alicate de pressão na sua vida? Você sabe aquelas pessoas que o apertam e não sabem quando largar? ( Hum eu sei sim e você?). Elas são extremamente carentes e costuma sugar a vida dos que estão ao redor. Desconhecem os limites sociais e relacionais, e saltam de crise em crise, precisando de constante apoio e encorajamento. UM ALICATE DE PRESSÃO SE PRENDE A VOCÊ E AFETA TODOS OS SEUS RELACIONAMENTOS.

Na caixa de ferramenta da vida encontramos também e esmeril, aquela pessoa com personalidade explosiva que espera pra entrar em cena e jogar faísca para todo lado. Com o esmeril, está o machado, aquele tipo de pessoa que arranca enormes pedaços por onde passa, acrescento mais deixa marcas visíveis e cicatrizes profundas. Tendem a ser totalmente negativas, sempre procurando maneiras de cortar as esperanças e os planos dos outros. Sua primas legitimas, as machadinhas, normalmente cortam pedaços menores, mas apegam-se as feridas passadas e provocam dor mais prolongada. Você sabia que elas não sabem acabar com um assunto.
Por último, mas não menos importantes, estão as pessoas-argamassa. São aquelas que não tem consistência, destituídas de espinha dorsal. Desejosas de agradar e sempre cordatas, mudam como camaleões sem deixar que você saiba como na verdade são ou pensam. A argamassa sempre diz sim, mesmo que se sinta muito pressionada.
Quando classificamos as pessoas dessa maneira, ficamos tentando a pensar: “Como consigo me relacionar com tantas ferramentas irritantes na oficina?”. Ou talvez você pense que fiz a mais perfeita descrição de sua família! Seja qual for caso, devemos aprender a enxergar alem dos danos que cada um dessa ferramentas pode causar e descobrir como construir um futuro significativo juntos .

SOLTE A ÂNCORA



Ninguém dá aquilo que não recebe. Sabemos que recebemos perdão, mas não entendemos de fato a profundidade da misericórdia de Deus o que dificulta o ato de perdoar outras pessoas. Se eu conseguir entender um pouco como CRISTO me perdoou, será muito mais fácil perdoar outros que feriram.Quando pedimos nem abraçamos o perdão que tão livremente nos é dado, começamos a afundar. Pense nisso – nossos erros pecados fracassados do passados – como uma grande âncora que nos puxa para baixo. Algumas pessoas estão de tal modo acostumado a arrasta essas âncora de culpa atrás de si que dificilmente se lembram que ela existe. Todavia seus efeitos são devastadores – ansiedade, depressão, insônia, hipertensão e úlceras. A culpa pode envenenar todas as áreas de sua vida. A boa noticia é que por causa do presente de Deus, eu e você não tem de arrastar por ai a âncora da culpa que o leva para baixo “de novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar” ( Miqueias 7:19 ). Quando você leva sua âncora de culpa a Deus, ele a remove de você e a lança no mais, profundo oceano de perdão.
Enquanto não sentir a plenitude da graça e do perdão de Deus, você nunca será capaz de perdoar plenamente os outros. Nunca está em paz nem perceberá o que ele tem para você e para sua vida. Nunca sentirá as bênçãos que ele deseja derramar sobre você. Perdoar não é fingir que de fato você foi magoado, não é suavizar a ofensa. Perdoar não é uma experiência rasa; significa mergulhar fundo na honestidade e verdadeiramente dizer: “o que você me magoou profundamente, mas escolhi perdoá-lo pelo o poder de Deus”
Perdoar é como nadar em um oceano muito profundo,como jamais poderíamos imaginar. Significa sentir uma onda de amor que leva nossos pecados, nossa culpa e nossa amargura.
VOCÊ GOSTARIA DE SER LEVADO PARA ALÉM DAS ÁGUAS RASAS, NA DIREÇÃO DO PROFUNDO OCEANO PURIFICADOR DO PERDÃO.

quinta-feira, 27 de março de 2025

JEJUAR SEM OSTENTAR

JEJUAR SEM OSTENTAR Texto: Mateus 6: 16-18
Partimos do pré-suposto que jejum é adoração! Uma vez que aprendemos que adoração é entrega. Chegamos a um dos aspectos da vida cristã menos pregado, ensinado e vivido nos últimos tempos. Agente sempre ouve que pra ser um bom crente é necessário: orar, ler a bíblia, ter comunhão com a igreja, ser dizimista... todos esses aspectos realmente são fundamentais na vida de cada crente em Jesus Cristo, mas algo que pouco ouvimos sobre a nossa espiritualidade e adoração é a pratica do jejum. Podemos destacar dois aspectos para o descrédito do jejum em nossos dias: 1º É o jejum como resultado das excessivas praticas ascéticas da idade média. Na idade media o jejum era usado como alto flagelo e automortificação, com isso, trouxe para a cultura moderna uma imagem péssima, a cultura moderna foi tendenciosa a ponto de confundir jejum com automortificação. 2º o jejum foi esquecido também por uma preocupação excessiva da saúde. A mídia e a propaganda nos convenceu que,se não tomarmos 3 boas refeições durante o dia, intercaladas com diversas refeições ligeira, corremos o risco de não termos uma boa saúde, e quem sabe até morrermos de fome, você pode ficar fraco e não trabalhar e morrer Tolice, todos nós sabemos que podemos passar dias sem comer, não conseguimos sobreviver sem ar e água. O jejum é um ato de adorar a Deus através da abstinência de algo que vc necessita, vc abre mão daquilo em favor de Deus, de se aproximar mais de Deus, DECLARANDO TOTAL DEPENDENCIA DE DEUS! Por isso, creio que o Jejum não é algo limitado ao alimento, mas expandido a aquilo que permiti me tirar da presença e da adoração de Deus. O texto não deixa claro, QUANDO DEIXARES DE COMER... MAS QUANDO JEJUARDES (V.16) Já vi jejum desde carne vermelha a internet. Café, chocolate... A palavra de Deus nos mostra na pratica o Jejum, por exemplo: *** Quando Josafá, vendo que os exércitos de Moabe e Amom, avançaram sobre Ele, então buscou ao Senhor através de Jejum. 2 Cronicas 20: 13 Depois disso, os moabitas e os amonitas, com alguns dos meunitas, entraram em guerra contra Josafá. Então informaram a Josafá: "Um exército enorme vem contra ti de Edom, do outro lado do mar Morto. Já está em Hazazom-Tamar, isto é, En-Gedi". Alarmado, Josafá decidiu consultar o Senhor e proclamou um jejum em todo o reino de Judá. Reuniu-se, pois, o povo, vindo de todas as cidades de Judá para buscar a ajuda do Senhor A rainha Ester antes de arriscar a vida diante do rei, convocou todos os judeus a jejuar por ela ( Ester 4:16) "Vá reunir todos os judeus que estão em Susã, e jejuem em meu favor. Não comam nem bebam durante três dias e três noites. Eu e minhas criadas jejuaremos como vocês. Depois disso irei ao rei, ainda que seja contra a lei. Se eu tiver que morrer, morrerei". O jejum era a maneira mais pratica de buscar a Deus, DE ADORAR E DECLARAR TOTAL DEPENDENDCIA... *** O jejum também era um sinal de humilhação diante de Deus. Esdras por exemplo proclama um jejum antes de levar os exiliados de volta a Jerusalem. (Esdras 8: 21-23) - Ali, junto ao canal de Aava, proclamei um jejum, a fim de que nos humilhássemos diante do nosso Deus e lhe pedíssemos uma viagem segura para nós e nossos filhos, com todos os nossos bens. 22. Tive vergonha de pedir soldados e cavaleiros ao rei para nos protegerem dos inimigos na estrada, pois tínhamos dito ao rei: "A mão bondosa de nosso Deus está sobre todos os que o buscam, mas o seu poder e a sua ira são contra todos os que o abandonam". 23 Por isso jejuamos e suplicamos essa bênção ao nosso Deus, e ele nos atendeu. Uma forma de humilhação... No NT. A igreja primitiva antes de enviar a Paulo e Barnabé na 1º viagem missionaria tambem fez jejum (Atos 13:1-3) - Na igreja de Antioquia havia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. 2. Enquanto adoravam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: "Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado". 3. Assim, depois de jejuar e orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram. Então irmãos podemos perceber que o jejum é uma pratica biblica e forma de adoração a Deus, de entrega total a DEPENDENCIA DO SENHOR, e no sentido de humilhar-se e entregar algo a Deus. Jesus antes de começar seu ministerio jejuou por 40 dias e 40 noites. Agora o que precisamos entender é o que o jejum é, e o que ele não é! 1. O que não é Jejum Jejum não é exibição espiritual ! Mt. 6:16 "Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os homens vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Segundo a lei moisaica somente 1 jejum era obrigatorio, o jejum do Dia da expiação. Depois do exilio da Babilonia 4 jejuns anuais eram observados pelos judeus. Nos tempos de Jesus os fariseus jejuavam 2 vezes por semana (lucas 18:12). Na biblia vida nova diz que era de segunda e quinta-feira. Mas antes mesmo dos farizeus colocarem “cinzas na cabeça”, fazerem cara de fome, com o objetivo de mostrar a todos a sua pseudo-espiritualidade, Jesus Se preocupava com esse exibissionismo, por isso condenou a atitude hipocrita e ordenou: Ao jejuar, ponha óleo sobre a cabeça e lave o rosto, MT. 6.17 Não precisamos agir como os fariseus, mostrar o que estamos fazendo ao Senhor. 2. O jejum não é uma forma de se fazer regime. Eu já ouvi jovem dizendo “Ah, ja que eu vou jejuar vou aproveitar para perder uns quilinhos..” Um estudioso chamado MARTYN LIOYN JONES diz: “ A moderação ao comer faz parte da disciplina pessoal no tocante ao corpo. Sendo uma excelente maneira de esmurra-lo, mas isso não é a mesma coisa que jejuar. Jejuar é abster-se completamente de alimento, na busca de certos alvos espirituais, como oração, adoração, meditação ou busca do Senhor, devido a alguma razão peculiar, ou sob circunstancias especiais. Se vc quer peder peso, pratique esportes, faça um regime, abandone o sedentarismo para ter uma vida saudavel. O jejum biblico serve a outros propositos. 3. O jejum não é uma pratica obrigatória da religião. O Jejum não é somente uma disciplina cristã. Os muçumanos tem um mes que é chamado de RAMADÃ, os catolicos tem a semana SANTA, quando os catolicos abstem da carne... e outras religioes como o induismo, judaismo... Mas todas elas tem o jejum como pratica obrgatoria, Se jejuarmos de maneira mecanica com a finalidade meramente de jejuar, então estaremos quebrando o principio biblico. Devemos ver então qual é a finalidade do jejum... 4. O jejum não é uma garantia de resltados imediatos. Jejuar não é uma forma de garantir que as janelas do ceus serão abertas, e teremos uma chuva de benção. É um grande erro fazer jejum pensando em obter resultados. É a mesma coisa que transformar oração em magia. AFINAL, O QUE É JEJUM ??? 1. Jejuar é humilhar-se diante de Deus. Declarar Dependnecia de Deus: Jonas 3:5 – Depois da pregação de Jonas em Ninive, os ninivitas se arrependeram de seus pecados e proclamaram um Jejum. Logo após a sua conversão Saulo ficou 3 dias sem comida e sem bebida (Atos 9:9) 2. JEJUAR É CRER NA MISERICORDIA DE DEUS E CRIAR UM ESPIRITOTOTALMENTE DEPENDENTE DE DEUS. Se o jejum e o arrependimento andam juntos, ainda mais o jejum e a oração 3. Jejuar é exercitar a autodisciplina. Em I corintios 9: 24-27- Vocês não sabem que dentre todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio. Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado. Paulo tras a figura do atleta, que para ganhar o premio empenha-se em auto disciplina fisica, alimentar e comportamental. Quero concluir dizendo, por arrependimento, por autodiciplina ou por amor solidario, temos bons motivos biblicos para a pratica do jejum na vida cristã. Jesus nos ensina sobre a relevancia desse tema, e nos convida a um vida que envolva o Jejum. Não devemos esquecer que o proprio Jesus condenou o jejum dos fariseus, porque a MOTIVAÇÃO DELES ERA ERRADA.

domingo, 19 de janeiro de 2025

PROSSIGA QUE A VITÓRIA É CERTA.

 
 

Texto Bíblico: Is 43.2 Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.

1 - CREIA QUE DEUS É CONTIGO NAS TRIBULAÇÕES

* Confie teu problema ao Senhor que a vitória vem – Sl 37.5 Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará.
* Aprenda a esperar que Deus que vai te fortalecer - Sl 27.14 Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor.
* Tenha paciência faça tua parte que Deus faz a Dele - Hb 10.36 Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.


2 - CREIA QUE DEUS É CONTIGO NAS DIFICULDADES
* Saiba que Deus nunca te negará ajuda - Hb 4.16 Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.
* Saiba que Deus sempre age na hora certa – Is 59.1 Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.
* Saiba que Deus te sustentará nos fracassos – Sl 145.14 O Senhor sustenta a todos os que caem, e levanta a todos os abatidos.


3 - CREIA QUE DEUS É CONTIGO NAS PERSEGUIÇÕES
* Ele nos protege quando tentam nos destruir - Sl 91.7 Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.
* Ele nos defende diante de qualquer ameaça - Sl 27.3 Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nisto confiaria.
* Ele nos sustenta quando procuram nos abalar - Sl 125.1 Os que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.


Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

POR QUE DEVEMOS PERDOAR?



 
1. Porque faz parte da natureza do povo de Deus perdoar – Cl 3:13
Ser cristão é ter uma nova natureza, uma nova mente, um novo coração, uma nova vida. Quem não perdoa é porque ainda não pertence a família de Deus.
2. Porque temos queixas uns contra os outros – Cl 3:13
Ainda não chegamos ao céu. Aqui temos falhamos uns com os outros e precisamos exercitar perdão.
3. Porque temos sido muito perdoados – Cl 3:13
A igreja é a comunidade dos perdoados. Como Deus nos perdoou: Completamente (de tudo), eternamente (para sempre). Deus apagou, afastou, desfez, esqueceu, sepultou do fundo do mar os nossos pecados.
Jesus ilustrou esse perdão na parábola do credor incompassivo. Comparar os 10.000 talentos com 100 denários.
4. Porque a recusa de perdoar traz sérios prejuízos
4.1. Quem não perdoa não pode orar – Mc 11:25; 1 Pe 3:7
4.2. Quem não perdoa não pode adorar – Mt 5:23-24
4.3. Quem não perdoa não pode ser perdoado – Mt 6:12
4.4. Quem não perdoa adoece – Tg 5:16
4.5. Quem não perdoa é flagelado pelos verdugos – Mt 18:34; 2 Co 2:10
II. A TERAPIA DO PERDÃO
1. Há pessoas doentes emocionalmente porque nunca se perdoaram – Fp 3:13
A mulher que viveu 60 anos do cativeiro.
Paulo teve suas memórias curadas.
Doralice – a jovem que tomou soda cáustica
2. Há pessoas doentes porque vivem cativas da mágoa –
A enfermeira de Patrocínio
No dia 7 de dezembro de 1941 Mitsuo Fuchida comandou o ataque à frota americana no Porto Pearl Harbour. Jack de Shaze se dispôs a vingar. Foi preso em Tóquio. Torturado. Converteu-se. Voltou aos Estados Unidos. Preparou-se e voltou para o Japão como missionário. Encontrou Fuchida e o evangelizou. Ambos pregaram em praça pública no Japão. O poder do perdão que reconcilia.
III. OS PRINCÍPIOS DO PERDÃO
1. Cautela – Lc 17:3
Precisamos ter cautela para não sermos injustos e esmagarmos a cana quebrada.
A mulher adúltera foi apanhada pelos fariseus como um objeto, mas foi tratada por Jesus como uma pessoa que merecia seu amor.
Jesus restaurou Pedro não condenando-o ou expondo-o ao ridículo, mas perguntando-o: tu me amas?
2. Confrontação – Lc 17:3
O tempo não é um santo remédio para curar as feridas – Os irmãos de José depois de 22 anos ainda estavam atormentados pelo pecado cometido.
O silêncio não é a voz do perdão – Davi adulterou, tramou, matou, mentiu e silenciou o seu pecado, mas o silêncio o adoeceu. Enquanto não confessou não foi liberto. Sepultar um problema vivo não ajuda. Não adianta tentar afastar a culpa. É preciso arrancar o problema pela raiz. Paulo alertou para o perigo de deixar o sol se pôr sobre a ira.
O confronto precisa ser feito com atitude de amor – A palavra “repreende” é chamar ao lado para consolar. Gálatas 6:1 mostra como devemos confrontar uns aos outros.
3. Arrependimento – Lc 17:3
A mesma língua que feriu, deve passar o bálsamo de Gileade. O arrependimento é mudança de mente, de emoção e de atitude.
4. Perdão – Lc 17:3
Perdoar é esquecer e esquecer não é amnésia, mas não cobrar mais a dívida do outro. É não lançar mais no rosto do outro o que se perdoou.
Perdoar é ficar livre e deixar o outro livre – Exemplo: Corrie Ten Boon.
IV. OS CARACTERES DO PERDÃO
1. O perdão deve ser ilimitado – Lc 17:4
O perdão de Deus é nosso limite. Ele é obra da graça de Deus em nós. Pedro certa feita ficou intrigado não sobre a necessidade do perdão, mas sobre o limite do perdão. E Jesus mostrou que o perdão deve ser ilimitado, como o perdão que recebemos de Deus (Mt 18:21).
O perdão de Deus é o nosso referencial – “Perdoa-nos as nossas dívidas assim como perdoamos os nossos devedores” (Mt 6:12). O profeta Oséias demonstrou o amor e o perdão de Deus ao povo de Israel perdoando sua esposa Gômer.
2. O perdão é restaurador – Lc 17:4
O perdão às vezes é unilateral – A pessoa quer o nosso perdão. Então, nós tiramos a farpa da mágoa do nosso coração e não nos deixamos azedar.
O perdão restaura os laços quebrados – O perdão não apenas zera as contas do passado, mas restaura plenamente o relacionamento no presente – Exemplo: O filho pródigo foi restaurado pelo pai.
3. O perdão é transcendente – Lc 17:5
Só o Senhor pode nos capacitar a perdoar – Só Jesus pode curar o nosso coração da mágoa.
Precisamos pedir a Jesus que aumente a nossa fé – Uma pessoa que tem uma fé trôpega não consegue perdoar. A fé vem pelo ouvir a Palavra.
Todos nós estamos aquém do padrão de Deus – “Senhor, aumenta-nos a fé”.
V. O PROCESSO DO PERDÃO
1. Rejeite idéias de desforra – Rm 12:17,21
Jesus não revidou ultraje com ultraje (I Pe 2:21-23; Is 53:7).
José do Egito – Gn 50:20
2. Tome a iniciativa para a solução do problema
Não importa se você é o ofensor ou o ofendido, cabe-lhe a iniciativa de desencadear o processo da cura pelo perdão (Mt 5:23-24).
A experiência de Jonathan Gofforth em Xangai e o avivemento chinês.
3. Evite as desculpas e racionalizações
a) Ninguém é perfeito, errar é humano – É justamente porque somos imperfeitos é que precisamos pedir perdão.
b) A ofensa foi tão pequena – Os grandes problemas conjugais são formados de pequenos problemas não resolvidos. São as rapozinhas que devastam a vinha.
c) Aconteceu há tanto tempo – O tempo não cura memórias amargas – Esaú e Jacó – depois de 20 anos a consciência de Jacó ainda estava pesada.
d) A outra pessoa estava mais errada do que eu – O perdão concentra-se no nosso erro e não no erro do outro.
e) Eu estava errado, mas você também estava – O mais provável é que vez de curar a relação, ela fique ainda mais ferida.
f) A pessoa não vai me entender – Vai sim, se você for com a atitude correta e com as palavras certas. A palavra branda desvia o furor.
g) Envolve dinheiro que eu não tenho – Perdão envolve restituição (Zaqueu).
h) A pessoa envolvida já mudou – Telefone, escreva, visite.
i) Vou deixar para depois – A procrastinação adoece ainda mais a relação.
j) Nunca mais farei isto: basta a minha disposição – Isso é meio arrependimento: O que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.
4. Formas erradas de pedir perdão
a) Desculpe-me qualquer coisa – Na prática esta expressão significa: “Não estou vendo nenhum problema, mas como você é uma pessoa cismada e rancorosa, resolvi perdão do que não fiz”.
b) Desculpe-me, foi sem querer – Se foi sem querer não carece de perdão, a menos que a outra pessoa tenha ficado magoada.
c) Eu estava errado, mas você também estava – A ideia básica de pedir perdão é um ato de contrição e arrependimento. Essa atitude reacende as paixões.
d) Se eu estava errado, desculpe-me – Essa atitude não tem convicção de pecado. Ela representa: “Eu sei que não estou errado. A dúvida é sua, não minha.”

CONCLUSÃO
1. Não envolva outras pessoas – Não transforme em fofoca aquilo que poderia ser um exercício de privacidade e perdão. Não jogue uma pessoa contra a outra. Espalhar contendas entre os irmãos é o pecado que Deus mais abomina.
2. Seja breve, claro. Não se justifique – Vá direto ao assunto. O filho pródigo ensaiou o seu pedido de perdão.
3. Não seja esnobe – Seja humilde. Não exalte suas virtudes.
4. Não exija justiça, exerça misericórdia – Perdão é um ato de graça. Sofra o dano. Estêvão orou: “Senhor Jesus, não lhes imputes este pecado”.

Oito Maneiras de Satanás Te Impedir de Adorar

Satanás quer te impedir de adorar Àquele que ele odeia. Ele quer afastá-lo de fazer a coisa certa, quer seja passar tempo a sós com o Senhor nas Escrituras e na oração, assistir e participar dos cultos públicos ou qualquer outra coisa que vai atraí-lo para mais perto do Senhor. Aqui, cortesia de Thomas Brooks, estão oito maneiras que Satanás usará para afastá-lo da adoração.

Eu o encorajaria a usar a lista da seguinte forma. Pense nas vezes em que você decide ficar na cama em vez de levantar-se para ler a Bíblia; pense nas vezes que você desmarcou o culto familiar sem uma boa razão; pense nas vezes que você ficou em casa ao invés de ir para a igreja adorar. Pense nessas coisas, e veja qual dessas tentações é a que Satanás mostra a você.

1) Ele faz o mundo parecer bonito, atraente e desejável. Muitas pessoas professam a Cristo e o veem como desejável por um tempo. Por um tempo, gostam de adoração individual e pública, e fazem tudo com entusiasmo. Mas em pouco tempo, Satanás apresenta-lhes as coisas do mundo e faz com que pareçam mais bonitas e desejáveis que Cristo, e muitas almas são afastadas. “Onde mil são destruídos pelas adversidades do mundo, dez mil são destruídos pelos sorrisos do mundo”.


2) Ele o faz consciente do fato de que aqueles que adoram o Senhor muitas vezes enfrentarão perigos, perdas e sofrimento. Há muitos homens que obedeceriam ao Senhor e o adorariam, não fosse por temerem as consequências. Satanás gosta de apresentar o alto custo da obediência. Este foi o caso de muitos nos dias de Jesus: “Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga” (João 12. 42).
3) Ele te faz ciente da dificuldade de adorar corretamente. Satanás irá sussurrar: “É difícil orar corretamente, é difícil passar tempo com o Senhor e perseverar até que ele fale com você através de sua Palavra, não vale a pena o esforço de ir à igreja e ser acolhedor e simpático e se envolver com outros cristãos”. Tudo o que Deus lhe disser para fazer, Satanás apresentará como um grande fardo ou como algo que você faz mal, e desta forma irá afastá-lo.

4) Ele te leva a entender erroneamente as implicações do evangelho. Cristo fez tudo por você e deu tudo que você precisa em sua morte e ressurreição. Não há nada para você fazer, apenas se alegrar em Cristo e servi-lo pela alegria da salvação. Mas Satanás vai levar você a fazer inferências erradas do que Cristo fez, incentivando, por exemplo, a acreditar que Cristo libertou-o da necessidade ou do desejo de passar tempo com ele ou de se reunir com outros cristãos. Ele permitirá que você veja o evangelho, mas vai fazer todo o possível para que você entenda tudo errado.

5) Ele mostra como muitos daqueles que seguem a Cristo com obediência são pobres e desprezados. Satanás vai garantir que você veja que aqueles que estão mais interessados na adoração a Deus são os mais pobres e mais desprezados de todos. Você pode ver ecos de João 7 nisso: “Replicaram-lhes, pois, os fariseus: Será que também vós fostes enganados? Porventura, creu nele alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus? Quanto a esta plebe que nada sabe da lei, é maldita”.

6) Ele mostra que a maioria das pessoas no mundo, juntamente com os grandes e poderosos do mundo, não adorarão o Senhor. Satanás vai perguntar: “Você não vê que o grande, o rico, o senhor, a elite intelectual, o sábio, o mais honrado e a enorme maioria das pessoas não se preocupam com a adoração ao Senhor? Seria muito melhor se você fosse como eles. Afinal, por que você acha que você, de todas as pessoas, entendeu corretamente?” Para ter sucesso aqui, ele vai intencionalmente chamar a sua atenção para longe de Êxodo 23.2 e muitas passagens semelhantes: “Não seguirás a multidão para fazeres mal; nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito”.

7) Ele enche sua mente com pensamentos sem importância e o distrai enquanto você está tentando adorar. Ele aflige-o com tanta distração e futilidade que você está tentado a dizer: “Eu não tenho vontade de ouvir o Senhor em sua Palavra, nenhuma vontade de falar com ele em oração e nenhuma vontade de passar mais tempo com outros cristãos nos cultos”. Ele minimiza qualquer ideia de adoração pelo simples peso das preocupações menores.

8) Ele o encoraja a ter conforto em exercícios passadas de seus deveres religiosos e, dessa forma, o convence a parar de tentar. Ele te lembra que, no passado, você leu muito e orou muito e passou muito tempo em adoração. E, tendo-lhe lembrado, ele o convence que você ganhou o direito de se acomodar por um tempo. “Você já sabe disso. Você já fez isso. Você já orou por isso. Você já esteve em melhores cultos que esse”. E no meio de tudo isso, ele o inclina a tirar férias de adorar.

Créditos 
| Autor: Tim Challies | | Tradutor: Josie Lima |

Somos adotados na família de Deus


A igreja é o povo chamado por Deus das trevas para a luz, da escravidão para a liberdade, do pecado para a santidade, da perdição para a salvação. O homem natural está longe de Deus, é rebelde contra Deus, e está morto em seus delitos e pecados. Ninguém vem a Deus por si mesmo. Ninguém pode vir a Cristo se o Pai não o trouxer. É Deus quem opera no homem tanto o querer quanto o realizar. É Deus quem tira a viseira dos seus olhos e o tampão dos seus ouvidos. É Deus quem abre o coração e dá o arrependimento para a vida. É Deus quem dá a fé salvadora e justifica o pecador.
A igreja é o povo chamado do mundo para um relacionamento particular com Deus. Somos adotados na família de Deus. Somos filhos de Deus, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Fomos chamados para um lugar de vida e não para as sombras da morte. Fomos chamados para vivermos de forma abundante e superlativa e não para nos apresentarmos no palco do mundo com um arremedo de vida. Fomos chamados para a liberdade em Cristo e não para colocarmos novamente nosso pescoço no jugo da escravidão.

A igreja é um lugar de vida, e nós podemos usufruir essa vida abundante, por três razões:
Em primeiro lugar, porque aqueles que estão em Cristo ao olharem para o passado têm convicção de que seus pecados foram perdoados. Todo aquele que pela fé veio a Cristo, e o recebeu como Salvador, foi justificado e não pesa mais sobre ele nenhuma condenação. Com respeito à justificação foi liberto da condenação do pecado. Seus pecados foram cancelados. Sua dívida foi paga. A lei foi plenamente cumprida e as demandas da justiça satisfeitas. Quem está em Cristo é nova criatura. Recebe um novo coração, uma nova mente, uma nova vida, uma nova família, uma nova pátria. Nosso passado foi passado a limpo e fomos lavados no sangue de Jesus e, agora, temos uma nova vida, sem as peias da culpa.
 Em segundo lugar, porque aqueles que estão em Cristo ao olharem para o presente têm convicção de que podem viver estribados no poder de Deus. Aquele que está em Cristo não está mais debaixo do poder do pecado. Não é mais escravo do pecado. O poder que opera nele não é mais o poder da morte, mas o poder da ressurreição. Nele habita plenamente a palavra de Cristo. Ele foi feito templo do Espírito Santo. Cristo habita em seu coração pela fé. Ele morreu para o pecado e, agora, está vivo para Deus. A suprema grandeza do poder de Deus está à sua disposição para viver vitoriosamente, pois com respeito à santificação foi liberto do poder do pecado.
Em terceiro lugar, porque aqueles que estão em Cristo ao olharem para o futuro têm
convicção de que caminham para a glória. O nosso futuro já está determinado. E determinado não por um destino cego, mas pelo Deus onipotente. Aqueles que Deus conheceu, predestinou, chamou e justificou, a esses Deus também glorificou. Nossa glorificação é um fato futuro, mas na mente de Deus e nos decretos de Deus já está consumado. Não caminhamos para um ocaso lúgubre, mas para a eternidade bendita. Não marchamos para um túmulo gelado, mas para a ressurreição gloriosa. 
Não nos assombramos diante de um futuro incerto, mas gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. Receberemos um corpo semelhante ao corpo da glória de Cristo. Viveremos e reinaremos com Cristo por toda a eternidade. Deus, então, enxugará dos nossos olhos toda a lágrima, porque com respeito à glorificação seremos libertos da presença do pecado.

A MORTE DE UMA IGREJA




I Coríntios 1.10-17
“Por que uma igreja morre?” Esse foi o questionamento feito por um garoto de doze anos a um velho pastor. Com os olhos marejados de água, enquanto folheava as páginas da Bíblia, o ancião dizia ao garoto: “Os cristãos cometem muitos enganos nesse assunto. Muitos pensam que a igreja morre em conseqüência dos ataques de Satanás. Mas o inferno não tem poder para destruir a igreja. Pelo contrário; diante da igreja, são as portas do inferno que não podem prevalecer. O maior inimigo da igreja não são os demônios nem alguma ausência de atividade evangelística, nem alguma deficiência no ensino, nem algum tipo de problema financeiro, mas as divisões entre os crentes. Jesus afirmou que um reino dividido não pode subsistir (Marcos 3.24). Assim, se a igreja está dividida, ela não consegue sobreviver. Antes, ela morre.” 

 O apóstolo Paulo sabia que a morte de uma igreja acontecia como conseqüência das divisões. Por isso mesmo, tão intensamente, ele alertou a igreja de Corinto sobre esse assunto. Em I Coríntios 1.10-17 ele escreveu sobre isso. Nas suas palavras contra a divisão, Paulo apontava para o próprio Senhor Jesus: Cristo não estava dividido e, por isso, nós, os cristãos, devemos lutar contra as divisões. 

Devemos lutar contra a diferença na linguagem
Uma das causas da multiplicação das divisões é a diferença na linguagem. Se as pessoas de uma comunidade começam a não concordar naquilo que falam, essa comunidade corre um sério risco de morrer. Paulo sabia disso. Por isso, quando escreveu para os crentes de Corinto, ele alertou: “Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês, antes, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer.” (I Coríntios 1.10)
A diferença na linguagem acontece quando os cristãos começam a enfatizar um único ensinamento em detrimento dos demais ensinamentos da Escritura. É como se um grupo começasse a enfatizar somente a batalha espiritual; outro, somente a teologia sistemática; um terceiro grupo, somente missões; outro, somente a cura divina; um quinto enfatizasse somente as células; outro, somente a importância do seminário; e assim por diante. São vários grupos distintos dentro da igreja dizendo que os seus ensinamentos são os mais importantes e os mais relevantes, anunciando somente as suas linguagens características. Inconscientemente, eles vão promovendo a divisão dentro da igreja. 

A sobrevivência da igreja depende da unidade na linguagem. Os cristãos dos primeiros séculos sabiam disso. Por isso, quando um crente se levantava trazendo algum ensinamento diferente daquele exposto na Bíblia ou que enfatizasse apenas um único aspecto da Bíblia, logo iniciava-se uma “movimentação santa”. Os crentes se reuniam e debatiam sobre aquele novo ensinamento até identificarem a posição das Escrituras e os problemas de se enfatizar apenas um único ponto. Eles não descansavam até que a linguagem fosse unificada dentro da igreja.
Devemos lutar contra a ênfase no partidarismo
O ser humano tem uma tendência natural de se ligar aos grupos com os quais se identifica. Isso não é ruim; faz parte da nossa individualidade como seres humanos e a Bíblia não condena esse tipo de associação natural. Mas a Bíblia condena, sim, aquela associação que nasce a partir de divisões dentro de um determinado grupo. Ela condena as associações com ênfase no partidarismo, em que as pessoas valorizam o seu próprio grupo e desprezam os demais. Era isso que estava acontecendo dentro da igreja: as diferenças de linguagem estavam provocando divisões e promovendo partidarismos. (I Coríntios 1.12) 

Esse tipo de postura só esvazia o significado de igreja, enfatiza a criação de partidos dentro da comunidade, faz nascer divisões entre as pessoas e enfraquece a igreja. Mas Cristo, o Cabeça da igreja, não está dividido. Por isso mesmo nós devemos lutar contra a ênfase no partidarismo. 

Devemos lutar contra a competição por pessoas
Dentro das disputas na igreja de Corinto, os grupos procuravam se fortalecer, tentando conseguir o maior número possível de adeptos através dos batismos. Na cabeça deles, quando alguém batizava o batizado já era adepto do grupo desse alguém. E, absurdamente, esses grupos estavam promovendo essa competição, usando o nome de Paulo, de Apolo e de Pedro. Diante disso, Paulo pergunta: “Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo? Dou graças a Deus por não ter batizado nenhum de vocês, exceto Crispo e Gaio; de modo que ninguém pode dizer que foi batizado em meu nome (Batizei também os da casa de Estéfanas; além destes, não me lembro se batizei alguém mais). Pois Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o Evangelho.” (I Coríntios 1.13-17a). 

Paulo mostra que era um absurdo as pessoas se dividirem em partidos e competirem por pessoas. Cristo não está dividido; por isso, devemos lutar contra a competição por pessoas. Devemos entender que as pessoas que chegam à igreja não nos pertencem, mas a Cristo. Nós somos apenas os vasos usados por Deus para ministrar o Evangelho àqueles que se convertem. Ainda que devamos ser modelos para as pessoas, devemos formar seguidores – não de nós mesmos, mas de Cristo. Se cada pessoa formar seguidores dela mesma, haverá várias linguagens, vários partidos e grande divisão dentro da igreja. Contudo, como afirmou o apóstolo Paulo, Cristo não está dividido.

Pessoas dividadas, corações dividos, corações partidos e fé quase morta.
Frutos divididos futuramente dividirão novamente  a igreja. 



Crédito estudos.gospelmais