sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A AÇÃO MAIS DOCE DA BIBLIA


COLOSSENSES 3:12-13
A convivência humana é quase impossível sem o uso do perdão".
(autor desconhecido)

Leia esta história. "Uma jovem de 17 anos apareceu em um programa de televisão para falar, diante do público, com um homem que 4 anos antes a havia espancado a ponto dela ficar irreconhecível, deixando-a quase morta. Ela havia sofrido 17 cirurgias e uma completa reconstrução facial. Ela disse ao homem: eu não o odeio. O que você me fez foi horrível, mas aprendi a perdoar. Tive de fazer isso para sobreviver."

Por que não é comum ouvirmos relatos como estes? Por que será tão difícil perdoar? Pelo fato de que o perdão exige renúncia de nosso senso de justiça. Dar a outra face (Lc 6:29), caminhar mais uma milha (Mt 5:41), são verdades que dificilmente vivenciamos, principalmente se quem nos ofendeu foi alguém que muito estimamos, como um(a) amigo(a), namorado(a), ou cônjuge. Aí perdoar torna-se mais difícil. Dizemos que até podemos perdoar, mas retornar à mesma amizade, confiança e relacionamento de antes, jamais.

A falta de perdão traz separação, afeta o corpo de Cristo, destrói lares e amizades. Muitas vezes preferimos guardar rancores e deixar que eles cresçam dentro de nós como tumores, em vez de liberarmos o perdão.

A palavra de Deus nos orienta claramente sobre este assunto. Somos ordenados a perdoar (Mc 11 :25), e quando não o fazemos, estamos pecando e precisando de perdão. Sendo o perdão algo tão difícil de ser colocado em prática, entretanto necessário, vamos entendê-lo melhor.


O QUE NÃO É PERDOAR 
(Equívocos sobre o perdão)
Queridos, você já deve ter ouvido aquela frase: "Quem perdoa, esquece", e tantas outras que nos fazem sentir fracassados. Vamos, então, definir o que não é perdão, para que estes equívocos sejam esclarecidos.

I. Perdoar não é esquecer
Como seria bom se fossemos como um computador, com uma tecla "delete", onde ao apertá-la tudo estaria apagado, esquecido da nossa mente. Perdoar não é esquecer, pois nem sempre é fácil esquecer. Isso seria cometer violência contra nossas faculdades racionais. Se de fato perdoamos, aquela lembrança não nos fará mal; com desejos de vingança, ira, ressentimentos ou rancores. Esquecimento não é perdão!

2. Perdoar não é fingir
Perdoar não é fingir ou fazer de conta que a ofensa não importou realmente. Importou, sim, e não adianta fingirmos o contrário! Ela é real, verdadeira, foi conosco, doeu, mas quando perdoamos a ofensa já não controla nossos comportamentos e aí estaremos livres de qualquer peso. Fingimento nunca foi perdão!

3. Perdoar não é uma questão de vontade ou sentimento
Perdoar é uma questão de obediência. É praticar aquilo que está expresso na Palavra de Deus. Sem questionar, ou duvidar; apenas obedecer, sabendo que Deus tem sempre o melhor para aqueles que escolhem o caminho do perdão (Lc 17:3-4).
Perdoar não é condicional, mas unilateral Nem sempre a pessoa ofendida apresentará a qualidade de arrependimento que desejamos. Por isso temos que estar preparados para não colocar condições para perdoar (Rm 5:8). Isso não pode ser perdão!

  •  Lembre-se: perdoar não é só "da boca para fora". Tem que ser genuíno - do coração.

O QUE NÃO É PERDOAR
(Verdades sobre o perdão)

Estando claro o que não é perdoar, vamos pensar no que é perdoar.
1. Perdoar é construir uma ponte entre o ofendido e o ofensor
Talvez você já tenha ouvido aquela expressão:
"Desta água eu nunca beberei"! O mesmo acontece com o perdão. Quando me recuso a perdoar, estarei deixando de andar pela ponte que um dia poderei precisar atravessar. Contudo, perdoar significa que a ofensa real, e horrível, não nos separará de nosso ofensor. Construa a ponte chamada perdão! 
Perdoar é oferecer a mesma qualidade de misericórdia que recebemos da parte de Deus (Mt 18:35)

2. O nosso padrão de perdão é o de Cristo. Entretanto, nós nem sonharíamos em perdoar as pessoas que Ele perdoou. Um perdão que foi estendido até mesmo àqueles que O crucificaram. Como é difícil ver a mesma qualidade de misericórdia que recebemos da parte de Deus, sendo oferecida a outras pessoas. Ofereça o genuíno perdão!

3. Perdoar é entender que o poder do amor, que nos mantém unidos, é maior do que o poder da ofensa, que nos tenta separar Quando perdoamos, liberamos nossos ofensores, de forma que eles já não estão presos a nós pelas suas ofensas. E assim poderão voltar a ter comunhão conosco.

4. Perdoar é seguir o exemplo do Mestre Jesus
Ao olhar para a vida do nosso Mestre, vemos que Ele tinha todos os motivos para não perdoar aqueles que O crucificaram. Mas não foi assim que Ele fez. O Seu exemplo de servo foi muito forte. Ele perdoou os que Lhe tinham perseguido, os malfeitores, os caluniadores, os Seus que O rejeitaram, os que O negaram.
• Lembre-se: perdoar é uma demonstração de força, não de fraqueza.


Passos para Perdoar
(Caminhando rumo ao perdão)
Se você deseja colocar em prática o perdão, eis aí algumas sugestões que lhe ajudarão:

1. Tome a iniciativa
Decida perdoar a quem o ofendeu. Será mais fácil se você mantém um bom relacionamento com Deus, pois trará na consciência o quanto Deus lhe perdoou. Não espere que o outro se arrependa; tome a iniciativa, como Jesus que morreu por nós enquanto éramos pecadores (e continuamos a ser, só que agora, pecadores salvos!).

2. Ore pelo seu ofensor e por você
Porque é praticamente impossível guardar rancor de alguém por quem oramos.

3. Desista do direito de reagir e de pagar na mesma moeda
Como já falamos perdoar é mostrar misericórdia. Então abandone o desejo de não esquecer a ofensa e engula o orgulho.

4. Obedeça a ordenança
Perdoe e ponto final. Às vezes achamos que a ofensa foi tão grave que a pessoa não merece ser perdoada. Contudo a Bíblia não nos autoriza ser juízes, mas ordena: perdoe. O que você fez para merecer o perdão de Jesus?

5. Seja longânime
Prossiga perdoando, mesmo depois de muitas ofensas (Mt 18:21-22). Mostre atitude perdoadora e disposição ilimitada de restaurar os relacionamentos.

6. Entenda que você também precisará de perdão
Não importa quão bom você se julga ser, um dia poderá ofender alguém e precisar que ele o perdoe.

Conclusão
Em Cristo todas as barreiras podem ser derrubadas, e na Sua cruz temos o exemplo maior de perdão. Vamos perdoar! Vamos levar a mensagem de perdão! Se a lembrança de uma pessoa ou de um nome nos traz desagrado ou desperta rancor, estendamos-lhe perdão total, incondicional, liberal, voluntário, verbal e constante.

Amados , que sejamos instrumentos de perdão para o mundo.

Meditação diária
Mateus
6:9 –15
Lucas
15:11 – 32
Mateus
18: 23 – 35
Marcos
11:20 – 26
Mateus
18: 21 – 22
Lucas
6: 37 – 38
Lucas
7: 41 – 50
  Em 2014 faça a diferença PERDOE O IMPERDOAVÉL

LIÇÕES DO GUARANAPO

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O EXERCICIO DA PACIÊNCIA



Isaias 30.1-5,15
Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força, mas não o quisestes (Is 30.15).
Pesquisadores de uma universidade em Chicago (EUA) publicaram há algum tempo os resultados de uma pesquisa sobre as consequências da impaciência para a saúde das pessoas.
Pessoas impacientes sofrem mais com problemas de hipertensão e têm mais probabilidades de contrair doenças cardíacas.
Eles utilizaram algumas perguntas para avaliar se uma pessoa é impaciente: Você se aborrece quando tem de esperar? Você come depressa? Você costuma sentir-se pressionado no fim de um dia normal de trabalho? Costuma sentir-se pressionado pelo tempo?
Aproveite e faça uma auto-avaliação.
Você é uma pessoa impaciente?

  1. AS CONSEQÜÊNCIAS DA IMPACIÊNCIA
A Bíblia afirma que a impaciência é uma manifestação de incredulidade e desconfiança. O profeta Isaías apresenta cinco conseqüências geradas pela impaciência:

1.1. A impaciência leva-nos a substituir os planos de Deus pelos nossos. (Is 30.1)
Disse Deus: Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que executam planos que não procedem de mim (v. 1 ). Israel rejeitou a Deus e o projeto que Ele tinha para a nação. Todo o povo rebelou-se contra a vontade de Deus. Os filhos se rebelaram contra o Pai. Eles não ouviram a Deus e executaram seus próprios projetos. Isto é conseqüência da incredulidade (8181).
Deus trabalha de acordo com os 8eus planos. Ele tem planos para cada pessoa, para uma família e para uma nação (Já 42.2; 8133.11,12; Lc 19.9,10; 1 Pe 2.9,10). E a sua vontade para nós é boa, perfeita e agradável (Rm 12.1,2).
Aprender a esperar no tempo de Deus
Até quando?
Sl 13
Tempo para tudo
Ec 3.1-8
A necessidade da Paciência
Tg 5.7-11
O tempo da Restituição
Jô 7.1-9
Incredulidade e Impacência
Jo 7. 1-9
Jesus não chega atrasado
Jo 11.1-15
Esperar é Confiar
Sl 40
1.2. A impaciência nos conduz a fazer alianças com pessoas erradas (Is 30.1)
Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que executam planos que não procedem de mim e fazem aliança sem a minha aprovação, para acrescentarem pecado sobre pecado! (v. 1 ). Na afobação, o povo aliouse aos ímpios e fez acordos com os inimigos de Deus.
A impaciência também pode nos levar a fazer coisas que Deus não aprova. A amizade do mundo é inimiga de Deus (Tg 4.4). A comunhão ou a sociedade com incrédulos é condenada por Deus (2 Co 6.14-18). Quando desobedecemos a Deus, só acumulamos pecados.

1.3. A impaciência gera frustrações e decepções (Is 30.2,3)
Ai dos filhos rebeldes ... Que descem ao Egito sem me consultar, buscando refúgio em Faraó e abrigo, à sombra do Egito! Mas o refúgio de Faraó se vos tornará em vergonha, e o abrigo na sombra do Egito, em confusão (v. 1-3).
A incredulidade de Israel o fazia sentir-se inseguro e ameaçado. Ao invés de buscar a Deus, eles procuraram refúgio e abrigo nos homens (SI 146.1-5) .
O povo do Egito durante quatrocentos anos escravizou e maltratou a Israel. O Faraó era um símbolo diabólico do opressor. Ele já havia sido derrotado e desmoralizado por Deus (Êx 15.1-19). Por isso que Deus afirma que Faraó e o Egito só poderiam oferecer para Israel, vergonha e confusão. O salmista Davi declara: Com efeito, dos que em ti esperam, ninguém será envergonhado; envergonhados serão os que procedem traiçoeiramente (SI 25.3).
1.4. A impaciência produz a rejeição do tempo ou do momento certo de Deus (Is 30.4)
O texto diz: Porque os príncipes de Judá já estão em Zoã, e os seus embaixadores já chegaram a Hanes (v.4). A incredulidade ou impaciência de Israel levou-o a atitudes precipitadas, inoportunas e apressadas. Os príncipes e embaixdores foram correndo para o Egito.
Esquecemos muitas vezes que há tempo para todo propósito na terra. Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu (Ec 3.1). Jesus disse que o nosso tempo é sempre o agora, mas o tempo de Deus é o certo e melhor (Jo 7.6). Não seja precipitado! Não coloque o carro à frente dos bois.
1.5. A impaciência gera sofrimentos
Todos se envergonharão dum povo que de nada Ihes valerá, não servirá nem de ajuda nem de proveito, porém de vergonha e opróbrio (v. 5). Toda precipitação de Israel resultaria em sofrimento, decepção e derrota. Deus já havia decretado a derrota de Israel: Portanto, esta maldade vos será como brecha no muro alto, que, formando uma barriga, está prestes a cair, e cuja queda vem de repente, num momento. O Senhor o quebrará como se quebra o vaso do oleiro, despedaçando-o sem nada lhe poupar; não se achará entre os seus cacos um que sirva para tomar fogo da lareira ou tirar água da poça (Is 30.13,14). Precisamos atentar para as conseqüências destrutivas da impaciência ou incredulidade. Devemos considerar o conselho bíblico: Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado (Pv 19.2).

2. VENCENDO A IMPACIÊNCIA

A impaciência, portanto, é danosa e prejudicial. Ela é uma evidência clara da falta de fé em Deus. O profeta Isaías apresenta a solução para a impaciência: Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança, a vossa força, mas não o quisestes (Is 30.15). Três lições bíblicas para superarmos a impaciência:
2.1Precisamos de conversão para Deus
A conversão é voltar a mente e o coração para Deus. Ela é imprescindível no começo da vida cristã e indispensável no crescimento espiritual. Deus diz ao seu povo: Se o meu povo, que se chama pelo meu nome. se humilhar, e orar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra (2 Cr 7.14). Quando o apóstolo Pedro estava tomado pelo pecado da soberba, Jesus lhe disse: Tu, pois. quando te converteres, fortalece os teus irmãos (Lc 22.32).
2.2. Precisamos sossegar ou tranqüilizar o coração
A conversão a Deus sossega o coração. A fé tranqüiliza e nos dá acesso à paz de Deus: Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti (ls 26.3). E é na tranqüilidade que aprendemos quem é Deus, e o seu grande poder. O sal mista declara que no contexto de turbulência e agitação, precisamos ficar quietos:
Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus (SI 46.10). A nossa força está na tranqüilidade (Is 40.31).
Ore e transfira para Deus toda a sua ansiedade.
2.3. Precisamos confiar nas promessas de Deus
As promessas de Deus estão em sua Palavra. Confiar em Deus é acreditar na sua pessoa e naquilo que Ele diz. Aguardo o Senhor, a minha alma o aguarda; eu espero na sua palavra (SI 130.5). Josué testemunha de maneira maravilhosa: Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel; tudo se cumpriu (Js 21.45). Deus nunca falhou ou descumpriu o que prometeu. Ninguém jamais ficou envergonhado em esperar no Senhor.



PRA FINALZIAR
Vivemos dias agitados. Estamos sempre sob pressão. Neste contexto, a impaciência é considerada uma virtude, por muitos. A medicina e a Bíblia, porém, advertem: a impaciência é prejudicial à sua saúde física, mental e espiritual.
Lembre-se que a paciência nos ajuda a conseguir aquilo que desejamos. Há um provérbio chinês que diz: Com tempo e paciência, a folha da amoreira se transforma num vestido de seda.

domingo, 15 de dezembro de 2013

O Relacionamentos na Igreja


1 Tessalonicenses 5.12-22

A igreja é a comunhão dos santos. Em outras palavras, a igreja é a comunidade dos relacionamentos. E a qualidade de uma igreja local depende do bom relacionamento das pessoas com Deus e das pessoas entre si.

A igreja de Tessalônica fundada por Paulo e Silas (At 17.1-9), tornou-se uma igreja modelo para os crentes primitivos e também para nós (1 Ts 1.7 e 2.14). Ela era uma igreja que progredia espiritualmente em todos os sentidos. Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais (1 Ts 4.1). E o segredo para a manutenção daquele progresso era investir nos relacionamentos. Paulo via a igreja como uma família, e ele chamava carinhosamente aqueles crentes de irmãos (27 vezes em 1 e 2 Tessalonicenses )

Manter um bom Relacionamento na Igreja
Os Pastores Infiéis
Ez 34.1-10
O Bom Pastor
Jo 10
Lideres Exemplares
Fp 2.19-30
Deveres Espirituais
Hb 13.7-17
Os Ministérios na Igreja
Ef 4.7-16
A Unidade da Fé
Ef 4.16
A União Fraternal
Sl 133
No trecho de 1 Tessalonicenses 5.12.22, Paulo conclama o povo da igreja para investir em relacionamento.

1.                  O RELACIONAMENTO DOS PASTORES COM AS OVELHAS
  • Pastor = alimentar e proteger;
  • Guia = condutor espiritual; 
  •   Ancião/presbítero = alguém que possui maturidade espiritual;
  • Bispo = supervisor espiritual ou aquele que olha e vigia o rebanho.
Em síntese, um líder espiritual é uma pessoa madura espiritualmente, que com autoridade e sabedoria espiritual, alimenta, protege e dirige o rebanho.

Paulo, ao exortar os irmãos, fala das responsabilidades do líder: Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam (1 Tes 5.12).Quanto a responsabilidades dos líderes para com o rebaanho:
  • Trabalhar entre o rebanho com esforço e deligência ( 1 Ts 2.9 e Cl 1.28);
  • Presidir ou dirigir o rebanho com autoridade espiritual (1 Tm 3.4,12); 
  •    Admoestar (despertar a mente) 
  •   Instruir e advertir as ovelhas (At 20.31; 2 Ts 3.15). 
 2.                  O RELACIONAMENTO DAS OVELHAS COM OS PASTORES
Paulo orienta também como deve ser o relacionamento das ovelhas com os pastores: Agora, vós rogamos, irmãos que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam. Vivei em paz uns com os outros (1 Ts 5.12,13). Três responsabilidades das ovelhas para com os líderes:
  •  Acatar com apreço, ou seja, olhar o líder com respeito e honra (1 Tm 5.1
  • Amar o líder em máxima consideração, não por causa da sua simpatia pessoal, mas pelo trabalho que realiza (1 Ts 2.9-11); 
  •   Viver em paz com o líder, procurando eliminar os conflitos existentes (Mc 9.50 e Hb 13.7 e 17).
2.                  O RELACIONAMENTO DE UNS COM OS OUTROS

Paulo exorta: Exortamo-vos, também, irmãos, que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com to-dos (1 Ts 5.14). Existem na igreja três grupos que precisam de uma atenção especial: 
  •   Os insubmissos ou os que vivem desordenadamente (2 Ts 3.10,11);
  • desanimados (alma pequena) ou desalentados espiritualmente (Is 35.4); 
  •  Os fracos, aqueles que estão com debilidades físicas (Mt 25.39,43), moral e espiritual (Rm 5.6; 14.1; 1 Co 11.30).
Fica claro que a obrigação de admoestar, consolar e amparar estes três grupos é de toda a igreja. Esta tarefa exigirá longanimidade ou paciência por parte de todos.
Paulo diz ainda: Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos (1 Ts 5.15). Quando somos feridos, a primeira reação é a da retaliação ou vingança. Paulo condena tal prática (Mt 5.43-48; Rm 13.10; 1 Pe 3.9). É nosso dever seguir o bem tanto para com os irmãos como para com os de fora da igreja. A vingança pertence ao Senhor! (Rm 12.17-21).
3.                  O RELACIONAMENTO DA IGREJA COM DEUS
A vida comunitária na Igreja, em suas diversas atividades, pode levar o crente a negligenciar o seu relacionamento pessoal com Deus. Isto não deve acontecer. Comunhão com Deus deve ser a prioridade do cristão. A qualidade de todos os outros relacionamentos depende de um bom relacionamento com Deus.
Paulo fala agora de quatro atitudes internas dos crentes, no seu relacionamento com Deus:
  1.   Regozijai-vos  sempre.
  2. Orai sem cessar.
  3. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para comvosco.
  4. Não apagueis o Espírito ( 1 Ts 5. 16-19 )
Observe as quatro atitudes básicas: regozijo, oração, gratidão e fervor espiritual. Podemos dizer, quatro características de uma igreja autêntica:
  •  É uma igreja feliz;
  •  É uma igreja que ora;
  •  É uma igreja agradecida;
  •  É uma igreja fervorosa no Espírito. 
4.                  O RELACIONAMENTO DA IGREJA COM OS FALSOS MESTRES
Na Bíblia somos proibidos por Deus de julgar os outros hipocritamente (Mt 7.2-5) e de julgar os motivos e atitudes dos outros (1 Sm 16.7 e 1 Co 4.5). Deus, contudo, manda a sua igreja ter discernimento espiritual (Mt 7.15-20; Jo 7.24; 1 Co 10.15). A igreja é atacada pelo Diabo, que semeia falsos ensinos, por meio de falsos mestres (Jr 23.9-40; Mt 24.11; GI1.1-9; 1 Tm 1.3-7; 2 Tm 2.14-26; Tt 1.10-16; 2 Pe 2; 1 Jo 4.1-6; 2 Jo 7-11; Jd 5-16).
É por isso que Paulo fala sobre como deve ser o relacionamento da igreja com os falsos mestres ou o falso ensino. Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstendevos de toda forma de mal (1 Ts 5.20-22).
Paulo apresenta-nos quatro princípios:
  •   Não desprezar os "pronunciamentos proféticos" (1 Co 14.3) ou a pregação da Palavra (At 17.11
  • Julgar todas as causas, isto é, discernir ou provar aquilo que está sendo dito ou ensinado, com o objetivo de constatar a sua autenticidade ou veracidade (1 Jo 4.1);
  • Reter ou apegar-se ao que é bomgenuíno e verdadeiro (Rm 12.9), a fim de proteger a verdade bíblica ou a sã doutrina (1 Tm 6.20; 2 Tm 1.13,14);
  • Abstende-vos, fuja ou afaste-se de toda forma (aparência -2 Co 11.14,15; At 20.30) de mal, tanto de conduta (1 Ts 4.3; 1 Pe 2.11), mas principalmente, do falso ensino e dos falsos mestres (2 Jo 10,11).
Para J. Maxwell, uma pessoa precisa de quatro coisas para ser bem-sucedida:

1 - RELACIONAMENTOS,
2 - EQUIPE,
3 -ATITUDE
4 – LIDERANÇA.

Tudo isso envolve pessoas.
A Palavra de Deus estabelece princípios para os nossos relacionamentos, principalmente dentro da Igreja. Para crescer espiritualmente você precisa relacionar-se bem. Crescemos com as pessoas. Lembre-se: "O ingrediente mais importante da fórmula do sucesso é saber como se dar bem com pessoas" (T. Roosevelt).